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Caso de Polícia: Ministério Público pode denunciar Bruno Henrique do Flamengo

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Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
O atacante Bruno Henrique do Flamengo, pode ser denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal por supostamente forçar um cartão amarelo e beneficiar apostadores, o que é proibido para jogadores profissionais.
A peça será embasada pela extensa investigação da Polícia Federal, que nesta semana apresentou à Justiça um relatório com 84 páginas em que indicia o jogador e mais nove pessoas.
Existe a possibilidade de que a denúncia possa ser oferecida até o fim de abril, ou começo de maio, para que a Justiça do Distrito Federal decida se tornará o atleta réu. A fraude teria sido cometida em Brasília, num jogo contra o Santos, no Brasileiro de 2023.
Bruno Henrique e seu irmão, Wander, foram indiciados no artigo 200 da Lei Geral do Esporte – fraudar, por qualquer meio, ou contribuir para que se fraude, de qualquer forma, o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado –, com pena de dois a seis anos de reclusão, e estelionato, que prevê pena de um a cinco anos de prisão. Outras pessoas estão sendo investigadas, são elas: Ludmylla Araújo Lima (esposa de Wander), Poliana Nunes (prima de Bruno Henrique e seis amigos de Wander.
Todos eles, de acordo com as investigações, tinham conhecimento de que Bruno Henrique forçaria um cartão amarelo contra o Santos, na 31ª rodada do Brasileiro de 2023, e fizeram apostas nesse sentido.
Conversas em aplicativos de mensagens obtidas pela Polícia Federal após uma operação de busca e apreensão no ano passado mostram que Bruno Henrique e Wander conversaram sobre a possibilidade de o atleta tomar um cartão meses antes da partida em questão – o atacante estava pendurado com dois cartões e sabia que, em determinado momento, poderia forçar o terceiro para se poupar em alguma partida do Brasileiro.
Wander pedia que o irmão o avisasse para que ele pudesse fazer as apostas.
Bruno Henrique foi punido nos acréscimos do segundo tempo do jogo contra o Santos, realizado em Brasília, após fazer uma falta em Soteldo no campo de defesa do Flamengo – que foi derrotado por 2 a 1.
O alto volume de apostas no cartão chamou a atenção de três operadoras no Brasil, que relataram a suspeita. A Polícia Federal iniciou a investigação em agosto do ano passado.
Bruno Henrique nega que tenha tomado o cartão para beneficiar os apostadores. Ele ainda não se manifestou desde o indiciamento.
Em nota, o Flamengo afirma que não foi comunicado pelas autoridades e que defende o princípio da presunção da inocência.
Por ora, o atacante está relacionado para o jogo desta quarta, contra o Juventude, no Maracanã, pela quarta rodada do Brasileiro.
A Polícia Federal já pediu autorização da Justiça para compartilhar as informações do inquérito com o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), que deve desarquivar o caso.

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