Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
A Copa do Brasil é o campeonato mais democrático do calendário esportivo brasileiro, coloca em confronto agremiações das quatro divisões do futebol brasileiro, e mesmo que haja um abismo de diferença entre investimento financeiro, estrutura e peso da camisa, é dentro das quatro linhas que se decide a classificação, onde tudo se torna perfeitamente possível, foi isso que mostrou a jovem equipe Afogados da Ingazeira. O clube leva o nome da pequena cidade de Afogados da Ingazeira, com pouco mais de 35mil habitantes, localizada na região do Pajeú, norte do estado de Pernambuco. O clube é muito jovem, fundado em 18/12/2013, com apenas 6 anos de existência e já começa a escrever história. O Afogados esta na primeira divisão do Campeonato Pernambucano, irá disputar pela primeira vez a Série D do Brasileirão e também participa pela primeira vez da Copa do Brasil. Na primeira fase o Afogados recebeu o Atlético Acreano, venceu com autoridade por 3-0 garantindo vaga na segunda fase, o adversário seria um gigante do futebol brasileiro, o Atlético Mineiro.
A diferença estrutural entre os clubes é tanta que se tem noção pela folha salarial do elenco profissional, a da Coruja do Sertão gira em torno de R$100 mil reais, enquanto a do Galo esta na casa dos R$9 milhões de reais. Depois de um justo 0-0 na primeira etapa, o segundo tempo do jogo foi para lá de animado. Aos 16 minutos Candinho acertou lindo chute de fora da área e abriu o placar para os pernambucanos. A diferença no placar não durou muito, aos 20 o meia atacante Hyoran empatou. Aos 22 o zagueiro Marcio do Afogados foi expulso, e aos 27 em linda jogada individual de Philip a Coruja passou novamente a frente. Com um homem a mais o Galo pressionou e aos 33 minutos o centro avante Ricardo Oliveira empatou novamente o jogo. O empate seguiu até o final, Hyoran do galo ainda foi expulso nos acréscimos. A partida foi para os penaltis onde o galo começou melhor convertendo as duas primeiras cobranças, Diogo Ceará e Douglas Bomba perderam para o Afogados. Na sequencia Nathan e Allan perderam para o galo e o Afogados converteu todas as suas cobranças dali em diante. Na 18ª cobrança, quando já eram alternadas, Gabriel do Galo desperdiçou, o Afogados se classificou e fez historia.
Outro destaque da segunda fase foi a virada histórica do Paraná Clube frente ao Bahia de Feira. Mesmo jogando em casa na Vila Capanema, o Paraná levou dois gols e se viu contra as cordas depois de Léo Porto abrir o placar aos 13 minutos da segunda etapa e Alex Cazumba cobrar falta com maestria e marcar o 2-0. O Paraná tinha tido chances, parou na trave, na falta de sorte ou nas mãos do goleiro Alan, tudo se encaminhava para uma trágica eliminação em casa, e foi ai que vieram os acréscimos. Thales teve chance aos 44 e aos 45 minutos quando fez o arqueiro Alan trabalhar. O prêmio da insistência e persistência paranista começou a vir aos 46 minutos, Renan Bressan cruzou para o mesmo Thales, o zagueiro testou firme e venceu o goleiro Alan. Um minuto depois, na pressão que deu resultado, Thiago Alves fez jogada pela esquerda e cruzou, a bola encontrou Fabricio que chutou firme, outro gol de zagueiro e a partida já se encaminhava para as penalidades. O Bahia de Feira que estava nas cordas agora, e o golpe de misericórdia veio aos 53 minutos do segundo tempo. Falta na entrada da área, barreira com muitos jogadores, goleiro protegendo um lado e um defensor o outro, Renan Bressan se concentrou e fez a bola achar talvez o único trajeto possível para o gol naquele momento. Festa na Vila Capenama, virada heroica do Paraná Clube.
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