Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
O volante Fernando, formado e revelado pelo Grêmio e hoje atleta do Beijing Guoan da China, atuava pelo Spartak Moscou da Rússia quando ocorreu a polêmica envolvendo seu funcionário, Robson Oliveira, que era motorista da família do jogador na Rússia. Em fevereiro de 2018, Robson foi condenado pela justiça russa por ter adentrado no país com duas caixas do medicamento Mytedom 10mg, ou cloridrato de metadona. A substância serve para o tratamento de dores agudas ou crônicas, de intensidade moderada ou forte e também na desintoxicação de narcóticos como a heroína, o medicamento é proibido pela agência de saúde da Rússia. Robson recebeu uma mala fechada de um funcionário da família de Fernando, a recepção da mala foi no Brasil, no aeroporto do Rio de Janeiro, Robson estava de férias e levou a mala para Rússia quando retornou, o motorista não sabia da existência dos medicamentos. O fato de a mala ter sido entregue a Robson por um funcionário da família foi citado por Fernando e sua esposa, Raphaela Rivoredo, em seus depoimentos iniciais para as autoridades russas, mas ambos declararam que desconheciam o medicamento, que não era deles. Robson foi preso e enquanto aguardava julgamento a polêmica aumentava aqui fora, em entrevista ao Globo Esporte, Fernando afirmou que Robson não sabia o que estava trazendo, mas em nenhum momento o jogador ou sua esposa citaram isso em seus depoimentos. A mudança de versão veio quando a imprensa começou a dar mais repercussão ao caso e vários jogadores começaram a apoiar Robson, a partir dai Fernando disse que os medicamentos eram de responsabilidade do sogro, William Pereira de Faria, mas isso nunca foi citado antes do julgamento de Robson. O volante e sua família foram para a China e Robson continuou preso, condenado a 3 anos de prisão.
O Presidente da República, Jair Bolsonaro, tomou conhecimento do caso e em janeiro, depois de já esgotados todos os recursos judiciais, o Governo Brasileiro interviu diplomaticamente, o pedido de indulto (perdão) foi encaminhado primeiro a uma comissão regional administrativa, que é formada por políticos, juristas e lideres civis e foi assinada. Logo depois o prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, também assinou o documento que agora deverá chegar as mãos do Presidente russo, Vladimir Putin. Se o Putin assinar o perdão, Robson ganhará liberdade depois de cumprir dois dos três anos aos quais foi condenado.
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