Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
A reformulação das regras do futebol brasileiro realizada pela CBF não terminou apenas com as decisões tomadas pela entidade em reunião com os clubes na última segunda-feira, no Rio de Janeiro.
Enquanto os representantes das Séries A e B aprovaram a redução gradual do limite de estrangeiros e uma nova divisão para as inscrições dos elencos, duas outras propostas ficaram para a próxima reunião: o fim do limite de 12 jogos para transferências entre clubes do mesmo Campeonato Brasileiro e a possibilidade de criação de “equipes B”.
As ideias foram reveladas por Guilherme Bellintani, dono da SAF do Londrina, que participou do encontro. A intenção, segundo ele, é ampliar o debate sobre formação de jogadores e dar mais flexibilidade ao mercado durante a competição.
Regra dos 12
A regra dos 12 jogos dita que se um jogador que tenha atuado por um clube no Brasileirão pode mudar de equipe dentro da competição desde que não tenha ultrapassado o limite de 12 partidas. A trava foi ampliada de seis para 12 jogos para a temporada de 2026, em razão das particularidades do calendário deste ano.
A proposta agora é retirar esse limite. O assunto, porém, ainda não foi votado e deverá voltar à mesa dos clubes em uma das próximas reuniões conduzidas pela CBF.
Equipes B
A segunda ideia apresentada por Bellintani trata diretamente da formação de jogadores. O dirigente propôs que clubes brasileiros possam criar uma “equipe B” para disputar competições oficiais, seguindo um modelo utilizado por equipes europeias como Barcelona, Benfica e Porto.
O objetivo, segundo Bellintani, seria criar uma etapa intermediária entre as categorias de base e o futebol profissional. O clube poderia manter jovens em desenvolvimento em uma equipe competitiva, com calendário próprio e possibilidade de utilização por atletas que ainda não estejam prontos para atuar regularmente no time principal.
— A gente teria uma formação de atletas no médio prazo muito mais consolidada aqui no Brasil — afirmou.
A discussão ganha força justamente no momento em que a CBF tenta aumentar o espaço para jogadores sub-23. O diagnóstico apresentado pela entidade aponta queda na participação desses atletas nos últimos anos e relaciona o movimento ao aumento da presença de estrangeiros e de jogadores mais experientes nos elencos.
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