Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
A Super Liga Chinesa mudou totalmente de ares e patamar e não foi só a pandemia que causou tal fato. Entre 2016 e 2017, os clubes da China investiram mais de 450 milhões de dólares em contratações, a liga que mais investiu em todo o futebol mundial segundo a FIFA. A imposição de mais regras para as contratações feitas pelo governo chinês freou as contratações do ano de 2018, os clubes não estavam conseguindo regularizar com facilidade as famílias dos jogadores, o que atrasava as negociações.
A China é um país comunista, o partido PCC (Partido Comunista Chinês) investe muito no futebol, por consequência dita as regras, a Nike detém exclusividade no fornecimento de material esportivo de todos os clubes da primeira divisão, os patrocinadores másters dos clubes colocavam seus nomes nos clubes, isso foi proibido para criar mais identidade entre torcedores e clube, o governo mudou mais algumas regras.
O número de estrangeiros são 3 por clube, mais 1 do continente asiático, os goleiros dos clubes tem que ser chineses. Em 2019 foi imposto um teto salarial e um imposto de 100% do valor sobre qualquer contratação com valor superior a 5,9 milhões de dólares.
Com a pandemia, os investimentos nos clubes que eram abundantes, foram brutalmente diminuídos, o Jiangsu FC que é o atual campeão da Super Liga (os brasileiros Miranda e Alex Teixeira atuavam no clube) foi excluído da Super Liga e da Liga dos Campeões da Ásia pelo não pagamento das taxas de licença no tempo previsto. A dívida do clube chega a R$535 milhões de reais. Mais 5 clubes foram excluídos da primeira divisão, segundo a Super Liga clubes da 2° e 3° divisão que estiverem com as contas em dia serão “puxados”. No último ano, 16 clubes das três primeiras divisões da China entraram em colapso financeiro.
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