Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
A Justiça espanhola abriu uma investigação sobre os insultos racistas cometidos por torcedores do Atlético de Madrid contra o atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid e da Seleção Brasileira, durante o clássico do último domingo, anunciou o Ministério Público Provincial de Madri, nesta sexta-feira.
O Ministério Público de Madri pede que a polícia “analise as gravações de vídeo” que mostram torcedores do Atlético de Madrid ofendendo o jogador brasileiro.
Iniciada como resultado da ação movida pela associação Movimento contra a Intolerância, a investigação se concentrará “nos cânticos de conotação racista ouvidos dentro e fora” do estádio Metropolitano, conforme anunciado pelo MP em um comunicado.
Durante o clássico entre Real Madrid e Atlético, alguns torcedores atleticanos gritaram insultos racistas contra Vinícius antes e durante a partida. Além disso, vários objetos, como isqueiros, foram arremessados na direção do atacante e do também brasileiro Rodrygo. Os dois comemoraram dançando o primeiro gol do Real, marcado por Rodrygo.
Mais tarde, a LaLiga anunciou que reportaria o ocorrido à comissão disciplinar da Federação Espanhola de Futebol. Os dirigentes do Atlético de Madrid optaram pelo silêncio, até que o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, pediu, na terça-feira, reações contra o racismo.
”Espero uma mensagem forte dos clubes contra este tipo de comportamento. Isso é o que peço à minha equipe”, disse Sánchez, depois de se definir como “um grande torcedor do Atlético de Madrid”.
Horas depois, o clube condenou os “cânticos inadmissíveis” proferidos por uma “minoria de torcedores”, todos os vídeos mostram torcedores com a camiseta do Atlético de Madrid.
-”Não vamos permitir que nenhum indivíduo se esconda atrás das nossas cores para proferir insultos de caráter racista, ou xenófobo”, acrescentou o clube, em um comunicado.
A polêmica em torno das celebrações de Vinícius sofreu uma escalada na semana passada, depois das críticas do presidente da Associação Espanhola de Agentes de Jogadores de Futebol (AEAF), Pedro Bravo, no programa de televisão El Chiringuito, quando afirmou: “tem que respeitar seus colegas de profissão e parar de bancar o macaco”.
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