Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
A América do Sul está pintada de preto e branco. O Botafogo de Futebol e Regatas conquistou a Copa Libertadores da América pela primeira vez em seus 120 anos de história. Foi uma vitória incontestável sobre o Atlético Mineiro, mesmo estando com um jogador a menos desde o primeiro minuto de jogo.
É tempo de Botafogo!
Se há coisas que só acontecem com o Botafogo, vencer essa final provavelmente só aconteceria a quem leva esta fama. O Glorioso chegou como favorito a final, líder do Brasileirão e em melhor momento em relação ao Galo que não vence há 11 jogos se contarmos a derrota da final, favoritismo esse que pareceu ficar abalado quando o volante Gregore foi expulso com 30 segundos de jogo após acertar o rosto de Fausto Vera com o pé em disputa no meio de campo, mas o tempo do Botafogo já havia chegado.
Artur Jorge não mexeu na equipe, os jogadores se ajustaram a nova formatação, deram a bola ao Atlético Mineiro e esperaram, como um predador à espreita do ataque que aconteceu pelos pés de Almada e Luiz Henrique. A primeira vez que o Botafogo se aventurou no ataque terminou em gol do camisa 7. Os ataques do Glorioso se tornavam mais frequentes e a sintonia dos times era diferente, enquanto o Galo vinha a 50 o time da estrela solitária estava a 200. No segundo gol, Luiz Henrique foi mais rápido que Arana e depois derrubado por Everson dentro da área, pênalti que Alex Telles converteu.
O Galo abusava de cruzamentos e rodava a bola com paciência de sobra, o que facilitava ao Fogão. Vargas diminuiu para o Galo no segundo tempo mas nada abalou os jogadores do Glorioso que foram empurrados pelos quase 40 mil botafoguenses presentes no Monumental de Nuñez em Buenos Aires.
O Botafogo se segurou, soube sofrer, soube se defender com todas as armas e a estrela que brilhou no início difícil da Libertadores e perdeu boa parte da competição por lesão, voltou a brilhar faltando um minuto para o fim do jogo. Júnior Santos segurou uma bola no ataque e se desvencilhou de dois defensores do Atlético, carregou a bola para dentro da área e cruzou, a bola rebateu na defesa e voltou para os pés de Júnior, quase que como oferecendo uma recompensa por todo o trajeto até então, carimbando Júnior Santos como o artilheiro da competição.
O Botafogo começou na pré-Libertadores passando pelo Aurora da Bolívia, depois eliminando o RB Bragantino na terceira fase. O grupo do futuro campeão tinha: Júnior Barranquilla, Universitário e LDU. Nas oitavas de final o Fogão eliminou o Palmeiras, o São Paulo foi a vítima nas quartas e o pentacampeão Peñarol na semifinal. A final épica contra o Atlético Mineiro ajuda a ilustrar toda a trajetória do clube que junto com o Santos era a base da Seleção Braleira em outrora, foi campeão brasileiro em 95, depois sofreu com más gestões, rebaixamentos e campanhas pífias, com um título brasileiro perdido em 2023 com uma vantagem de 13 pontos e agora ser campeão incontestável da Libertadores com um jogador a menos desde o primeiro minuto de jogo, há coisas que só acontecem mesmo com o Botafogo.
A festa entrou noite a dentro no Rio de Janeiro, mas já nessa quarta-feira o Glorioso enfrenta o Internacional em Porto Alegre podendo já ser campeão brasileiro em caso de empate ou derrota do Palmeiras.
É tempo de Botafogo!
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