Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
O Flamengo fez sua parte, e depois de 38 anos se credencia a disputar novamente o posto de melhor clube do mundo. A vitória na semifinal ficou longe de ter sido fácil, houve sustos, expos situações a serem melhoradas e mostrou que o elenco ainda tem força para reverter situações adversas. O adversário era o Al Hilal, clube saudita que foi campeão da Liga dos Campeões da Ásia, e dentro de campo tinha seus valores. Nomes como o centroavante francês Gomis, o meia italiano Giovinco, o peruano Carrillo, Gustavo Cuellar ex-Flamengo e o brasileiro Carlos Eduardo que tem múltiplas funções dentro de campo, ajuda na proteção da defesa, inicia as jogadas de ataque e está por todos os lados do campo, além de ser o capitão da equipe. Esses nomes fizeram com que a semifinal fosse um forte teste para a tempestade que está por vir na final.
O Flamengo zerou o crédito de erros, a partida só não se tornou mais dramática porque a equipe saudita cansou e se enervou. No primeiro tempo o Rubro Negro tinha que tirar a ansiedade da estreia, os sauditas já tinham jogado na fase anterior e, portanto sentiram menos o frio na barriga, e souberem aproveitar. Salem aproveitou cruzamento que veio da direita, finalizou colocado e contou com desvio na zaga para vencer Diego Alves, o próprio Salem já tinha finalizado momentos antes e obrigado o arqueiro brasileiro a praticar grande defesa. A equipe brasileira teve uma atuação pífia e longe daquelas atuações que acostumou seu torcedor nos últimos meses. Jorge Jesus fez ótima leitura do primeiro tempo e soube muito bem o que melhorar para a segunda etapa. O Flamengo voltou “sendo Flamengo” e logo nos primeiros minutos da segunda parte teve efetividade do trio ofensivo, Gabriel para Bruno Henrique, Bruno Henrique para Arrascaeta e o uruguaio empatou a partida. A partida ficou ainda mais aberta, os sauditas atacavam e se defendiam como podiam. Ficou muito claro a desproteção do lado esquerdo da defesa do Flamengo, Filipe Luís em muitas horas tinha dois jogadores pelo flanco, Pablo Marí marcava Gomis e portanto não tinha sobra. Bruno Henrique não cumpria funções defensivas e sobrecarregava o lado esquerdo. O Mister queria ganhar o jogo e mexeu, tirou Gerson e colocou Diego, funcionou. O meia conseguiu organizar a equipe e fazer com que houvesse mais posse de bola. E foi dos pés do meia que saiu a organização para o gol da virada, Diego encontrou Rafinha nas costas da defesa, o lateral brasileiro fez cruzamento primoroso, Bruno Henrique encontrou a bola em uma cabeçada certeira, Flamengo 2-1. Os jogadores do Al Hilal a partir dai cansaram, ficaram nervosos e entregues a situação.
Outra jogada de Diego encontrou Bruno Henrique dentro da área, o atacante cruzou para Gabigol, mas o zagueiro Albulayhi (que vinha se destacando na partida) cortou contra o próprio gol. O placar já estava praticamente definido quando em dividida feia com Arrascatea, o peruano Carrillo foi expulso direto. O Flamengo administrou os minutos finais e agora enfrenta o Liverpool que venceu o Monterrey na outra seminal. A final do Mundial de Clubes acontece neste sábado 21/12.
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