Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
O Atlético Mineiro venceu o Bahia de virada na Arena Fonte Nova e conquistou com duas rodadas de antecedência o título de campeão do Brasileirão Série A pela segunda vez na sua história. Uma história que demorou 50 anos para se repetir, mas foi escrita de maneira plástica, bonita e com ar de glória.
O Atlético Mineiro de Hulk, Keno, Vargas, Rever, Alonso, Guga, Arana, Diego Costa, Cuca e mais tantos heróis, conquistou 86 pontos em 36 rodadas, um patamar altíssimo na era dos pontos corridos, o Galo tem a melhor defesa com apenas 27 gols sofridos e o artilheiro da competição, Hulk com 18 gols marcados.
Cuca é para muitos (e talvez seja mesmo inquestionável) o melhor e mais importante técnico da história do Galo. Foi com ele no comando técnico que Ronaldinho e cia venceram a Libertadores de 2013, a primeira da história do Atlético. Agora, 50 anos depois, meio século de muitas histórias, gerações, ansiedade, Cuca novamente comanda o Galo para um importante título, o bicampeonato Brasileiro em 2021. A “cara” do Atlético Mineiro dentro de campo foi sem dúvida nenhuma o camisa 7 Hulk. O atacante super-herói só não jogou em duas oportunidades, criou identidade com a torcida, fez muitos gols e nesta última quinta-feira levou as lágrimas um dos maiores ídolos do Galo, o atacante Reinaldo veio as lágrimas quando Hulk converteu pênalti iniciando a reação relâmpago do Atlético que perdia por 2×0 e virou para 2×3 em 7 minutos.
Um grito que estava preso a meio século foi extravasado durante toda uma noite pela massa atleticana e pelos jogadores que comemoram nos braços da torcida o título de Campeão Brasileiro de 2021.
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