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DEU EM A GAZETA: MT tem a pré-campanha com mais ‘baixaria’ do Centro-Oeste

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Pablo Rodrigo
Gazeta Digital
A pré-campanha mais ‘sangrenta’ ao governo da região do Centro-Oeste é, até o momento, é a de Mato Grosso. Antes mesmo da abertura oficial da campanha eleitoral de 2026, os principais pré-candidatos trocam acusações de corrupção e ataques de cunho pessoal, levando a disputa para um nível de agressividade ainda não observado nos estados vizinhos.
Em seguida aparece o Distrito Federal, onde o debate é dominado pelo caso BRB/Banco Master e acusações sobre responsabilidade na condução do banco público. Já em Mato Grosso do Sul e Goiás, as críticas entre os postulantes permanecem concentradas na polarização nacional, na avaliação de gestões e no legado dos governos estaduais.
Em Mato Grosso, o principal embate envolve o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL), adversários na disputa pelo Palácio Paiaguás. O episódio mais explosivo ocorreu quando Pivetta acusou o senador de comandar um esquema de cobrança de propina sobre emendas parlamentares destinadas a prefeitos, durante o período em que o PL exercia forte influência sobre a superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado.
‘Todo prefeito sabe que, para conseguir uma emenda, tinha que pagar 30%. Todo mundo sabe disso. Era o pedágio das emendas’, afirmou Pivetta, insinuando que o esquema era de conhecimento generalizado entre os gestores municipais.
Contudo, não citou nominalmente o bolsonarista. Ele também insinuou que Fagundes participava de supostos esquemas na Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado de Mato Grosso, já que as indicações aos cargos era do senador durante os governos Dilma Roussef (PT).
Wellington respondeu elevando ainda mais o tom da disputa. Em vez de rebater diretamente a acusação, relembrou uma antiga acusação de violência doméstica envolvendo o governador, que depois acabou sendo inocentado pela justiça. ‘Quem agride mulher, não tem moral para querer posar de exemplo’, declarou o senador. Em outra manifestação, afirmou que Pivetta ‘não tem autoridade moral’ para fazer acusações enquanto carrega esse histórico.
O episódio consolidou Mato Grosso como o estado onde a sucessão estadual assumiu contornos mais agressivos antes mesmo do início oficial da campanha.

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