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Duas decisões recentes do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) chamam a atenção para o tamanho das cifras envolvidas em licitações públicas e para a diferença que a fiscalização pode produzir antes da assinatura dos contratos. Juntos, dois procedimentos analisados movimentam valores estimados em mais de R$ 31 milhões.
Em um dos casos, o TCE autorizou a retomada de um pregão para serviços de controle de pragas, cujo orçamento inicial chegava a R$ 21,8 milhões. A empresa vencedora havia apresentado proposta de R$ 14,87 milhões, mas, durante o processo, reduziu o valor para R$ 10,92 milhões — praticamente metade da estimativa original. A diferença de quase R$ 11 milhões entre o orçamento e a proposta final evidencia a importância da análise de preços nas contratações públicas.
Situação diferente ocorreu em Tangará da Serra. O Tribunal suspendeu uma licitação de R$ 9,46 milhões destinada à construção de uma creche após identificar indícios de aproximadamente R$ 1,1 milhão em sobrepreço. A cautelar interrompe o procedimento enquanto as inconsistências apontadas são analisadas.
Os dois episódios têm desfechos distintos — um certame liberado e outro suspenso —, mas colocam a mesma questão no centro do debate: quanto a fiscalização prévia pode evitar gastos acima dos valores efetivamente necessários?
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