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FECHAMENTO DE ESCOLAS E PREVIDÊNCIA: Professores protestam em frente à AL Sintep critica últimas medidas anunciadas pelo Governo do Estado

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ALLAN MESQUITA
Folha Max
Servidores da educação realizam uma manifestação em frente a Assembleia Legislativa na manhã desta segunda-feira (14) no Centro Político Administrativo, em Cuiabá. O ato ocorre em protesto contra o fechamento de escolas públicas e pela aprovação do Projeto de Lei Complementar PLC nº 36/2020, que trata da alíquota de 14% sobre a remuneração de aposentados e pensionistas.
Com apoio de carro de som, a concentração dos servidores se iniciou por volta das 8h, em frente ao Palácio Paiaguás. Em seguida, os educadores seguiram em passeata com faixas e cartazes em direção a Casa do Leis.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valdenir Pereira, os servidores se mobilizam para evitar o “desmonte do ensino público no Estado” e para garantir os direitos dos servidores.
“A Educação não é mercadoria e não podemos permitir que ela seja tratada como tal. Vamos resistir para impedir que o ensino público seja o produto que vai servir aos interesses empresariais do governador Mauro Mendes. O dinheiro da Educação deve ser investido em educação, e o seu maior ativo, são os trabalhadores, por isso, estamos nos mobilizando e vamos resistir”, disse o sindicalista.
Ainda conforme o Sintep, o ato também abrange a paralisação das atividades em repúdio ao decreto do governo que prevê a extinção da oferta de vagas para o ensino fundamental na rede estadual até 2027 (começando a redução de vagas já no ano que vem). Isso porque, recentemente a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) anunciou que faria o trabalho de reorganização de algumas unidades estaduais. Na ocasião, o secretário de educação, Alan Porto, negou o fechamento de 300 unidades e esclareceu que as mudanças são no reordenamento de escolas com estrutura precárias.
No entanto, o sindicato afirma que a ação deve sobrecarregar os municípios e colocar em risco a carreira dos trabalhadores que atuam nas séries iniciais. “Quanto a isso, o governo não apresentou nenhum tipo de satisfação sobre o que irá acontecer com esses educadores. Além do mais, é de conhecimento do executivo que as prefeituras não têm condições orçamentárias para receber essa demanda de estudantes, o que deve precarizar ainda mais a educação em Mato Grosso”, alertou Valdeir.
Os trabalhadores da Educação devem continuar nas imediações do legislativo até o fim da sessão ordinária marcada para esta segunda, onde os parlamentares devem votar o PLC 36/2020, que visa alterar a lei que confisca 14% do valor da remuneração de aposentados e pensionistas que recebem acima de R$ 3 mil.

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