Andhressa Barboza
Rd News
O atraso de repasses no montante de mais de R$ 5,4 milhões ao Hospital do Câncer pela Prefeitura de Cuiabá foi motivo de cobrança pública feita pela direção do HCan, deputados estaduais e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. As manifestações ocorreram nesta segunda (2) durante a inauguração de nova ala da UTI pediátrica na presença do vice-prefeito José Roberto Stopa (PV).
De acordo com o presidente do HCan, Laudemir Nogueira, os recursos atrasados são R$ 3 milhões da Assembleia e outros R$ 2,4 milhões retidos no Fundo Municipal de Saúde.
“Esse recurso nos permitiria funcionar com segurança, sem risco na qualidade de atendimento. Pedimos ao prefeito que converse com a secretária municipal e libere o recurso. Na dúvida, que venha conhecer o Hcan. Infelizmente, o nosso prefeito não conhece o HCan. Talvez visitando ele conheça o que é feito aqui. Diferente do vice dele que é um grande parceiro, desde a época em que era técnico na prefeitura, o Stopa conhece”, declarou.
Nos discursos, parlamentares presentes foram firmes na cobrança de uma solução. O presidente da AL, Max Russi (PSB) aproveitou para apelar ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) que solucione.
“Tem praticamente dois anos que esse dinheiro saiu do caixa da AL, fizemos essa economia lá e é um recurso importantíssimo e queremos ver ele aqui, no HCan. O objetivo era para abrir a UTI que acabamos conseguindo colocar para funcionar, mas tem a manutenção e uma série de despesas. Esperamos que o prefeito resolva essa burocracia”, disse.
Ele revelou ainda que a cobrança pública veio após uma série de tentativas de tratar com a prefeito. Entre as aproximações, citou o deputado Eduardo Botelho (DEM) que teria tentado sensibilizar a gestão da prefeitura.
Gilberto diz ter “câncer” na gestão municipal
Já o secretário de Estado de Saúde, criticou mais durante a gestão municipal da pasta e garante que a SES tem cumprido com os repasses em dia, mas que não vê Cuiabá fazer o mesmo, o que já teria virado habitual.
“Infelizmente, quando o recurso chega no município, parece que ele ocupa um outro caminho que não é chegar no ponto final, que é os hospitais custear suas atividades. Isso é lamentável, já virou rotina, especialmente em Cuiabá e não acontece apenas com o Hcan, acontece com o HGU, o Santa Helena, todos os hospitais filantrópicos. Qualquer um que recebe recurso do Estado ou da União que deve passar pela Prefeitura”.
Gilberto, que foi secretário de Educação de Cuiabá na gestão anterior, joga a culpa diretamente para o prefeito de Cuiabá. “Lógico que é uma decisão de gestor, isso é um problema de gestão, é o DNA de uma gestão que está eivada de vícios desconfortáveis reiteradamente, sempre acontecendo problemas na saúde, especialmente nesse caso, não tem explicação do porquê os recursos estão no caixa da Prefeitura desde 2019 sem chegar, efetivamente no seu destino”.
Mas a crítica mais dura de Gilberto se deu ao fazer referência à Operação Curare, da Polícia Federal, que levou ao afastamento, na sexta (30), do terceiro secretário de Saúde do município alvo de operação, Célio Monteiro. “Na prefeitura, parece que é um câncer existente e que atrapalha, de forma substancial, o recurso de chegar a quem em direito”, disparou o secretário de estado”.
Outro lado
A Prefeitura de Cuiabá foi procurada pelo RD News sobre o assunto, mas não se manifestou até a publicação da matéria. O espaço segue aberto.
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