Por Arão Leite
Alta Floresta – O Município que criou o programa Alta Floresta Não Atropela tem alcançado resultado positivo ao longo do período que faz o monitoramento, principalmente de primatas que deixaram de atravessar ruas, avenidas e outras vias, para passar por pontes de dossel (pelo alto), construídas em vários pontos estratégicos e que já registraram no núcleo urbano quase 6 mil travessias seguras. Mas a cidade rodeada de áreas de florestas, região endêmicas de várias espécies de macacos, ainda tem locais com acidentes como a Avenida Teles Pires, ligando os bairros Cidade Bela e Operário, onde ainda nesta quarta-feira dois mico-de-schneider ou saguis, foram atropelados.
Um deles morreu na hora, foi praticamente esmagado. Já o segundo animal, ficou no meio da pista, tentando sair do local, mas parecendo com algum tipo de fratura ou sofrendo a dor da pancada e susto, não conseguia se movimentar muito. Uma equipe de reportagem flagrou a situação e acabou resgatando o animal até uma parte de mata próxima onde estava o restante do bando. Alguns inclusive, quando viram o animal ferido gritando perto da estrada, tentavam voltar e ajudar.
Secretária de meio ambiente de Alta Floresta, Gercilene Meira acredita que o mico foi embora após algum tempo se recuperando. “O pessoal da nossa equipe foi lá uns dez minutos no máximo após saber a informação do atropelamento. Mas encontrou apenas o animal já morto no meio da pista. Já o outro acho que foi embora, pois não estava mais no local onde foi deixado”, comentou ela por telefone.
O animal morto foi encaminhado segundo a secretária, para o laboratório da Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus de Alta Floresta.
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