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MUDANÇA REPENTINA DO VOTO: ‘Não queria ser o algoz da folga do cidadão’, diz deputado que discorda do fim da 6×1, mas votou à favor

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Laísa Stofel
Gazeta Digital
O deputado federal Nelson Barbudo (PL) afirmou que, ao mudar seu voto em favor do fim da escala 6×1, fez isso por demanda popular, mesmo não concordando com a medida. Ela ainda disse que se o governo federal “realmente gostasse do trabalhador”, deveria “parar de roubar”.
Segundo o deputado, o partido deixou de resistir à proposta do 5×2 para provar que o restante do Congresso era “eleitoreiro”, uma vez que a votação teria surgido em ano eleitoral. Apesar de a proposta ter se iniciado no ano de 2023 com o movimento Vida Além do Trabalho pelo vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo (PSOL).
Durante a fala, na quinta-feira (28) no Jornal do Meio-Dia, Barbudo alfinetou outros parlamentares, declarando que o projeto “já chegou votado”, sugerindo que, independentemente da movimentação que a direita fizesse, o resultado seria o mesmo.
“Foi um acordo entre líderes e eu não queria me opor. Não queria ser o algoz da folga do cidadão, mas não se esqueçam de que tem que ter responsabilidade. Isso vai ter um custo no futuro, nós queríamos escalonar para que o empresário não sentisse o peso que vai sentir”, informou sobre a medida que adiaria a transição em dez anos.
Sobre as críticas que sofreu por ser contrário inicialmente, ele informou que “não tínhamos medo”, já que, em consenso com companheiros, quem teria medo era o governo federal.
“Porque se o governo falou mil vezes na tribuna que tirar um dia não causa problema para o empresário, tirar dois também não causa. Fizemos a 4X3 para provar que o governo é mentiroso. A proposta dele é eleitoreira. Quem está fazendo proposta eleitoreira é o governo, que está vendo a popularidade despencar, vendo o nosso candidato subir e, em desespero total, colocou essa medida. Nós chegamos à conclusão de que é um anseio equivocado do trabalhador”, concluiu após seu partido propor escala em contragolpe à esquerda.
Decisão da PEC
Após a proposição de 4×3 feita pelo Partido Liberal, o Partido Socialismo e Liberdade entregou a emenda para a Mesa, a qual foi negada e voltou a ser debatida a proposta do 5×2. Tendo um total de 472 votos a favor e 22 contra no primeiro turno e 461 votos favoráveis e 19 contrários no segundo.
Sendo aprovada com uma transição em duas etapas, sendo a primeira com a jornada semanal caindo para 42 horas com prazo de 60 dias após promulgação, já garantindo os dois dias de repouso remunerado por semana. E a segunda etapa com 12 meses após a primeira etapa, garantindo que a jornada atinja o limite definitivo de 40 horas semanais, mantendo a obrigatoriedade dos dois dias de folga.

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