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MULHER E ÍNDIA: Professora Xavante aposta na educação para vencer diferenças

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Marcelina Xavante, diretora da Escola Estadual Indígena Aldeona, de Campinápolis, sonha em ter mais mulheres como professoras da unidade escolar, hoje, é apenas uma

24 Horas News
Com 14 anos dedicados à educação, Marcelina Xavante, diretora da Escola Estadual Indígena Aldeona, localizada em Campinápolis (a 658 quilômetros a leste da Capital), afirma que o conhecimento o caminho para que as mulheres se tornem independentes e respeitadas. “Nosso papel é fundamental, ao educar para a inclusão, para o respeito e para uma sociedade melhor desde a primeira infância”.
Marcelina explica que ter acesso à informação é o primeiro passo da mulher, especialmente a mulher Xavante, para conseguir novas oportunidades. Ela por exemplo, desempenha um papel importante hoje em sua cultura, pois dirige uma escola, que é considerada uma instituição importante para a cultura da etnia.
Trabalhando há 14 anos na educação, é a primeira professora da aldeia. Depois de 11 anos em sala de aula, assumiu a gestão escolar. Para Marcelina, é uma oportunidade de dar um toque feminino, uma conquista para as mulheres. Ela lembra que o trabalho da mulher não é fácil, já que acumula cuidar da casa, da família, comunidade e ainda atuar na escola.
A maior vontade de Marcelina é contratar professoras, mas, por enquanto somente tem uma na escola – os demais são homens. Na aldeia, somente eles saem para adquirir conhecimento e, por isso, são a maioria. Atualmente, é na educação que a participação feminina é menor. Marcelina acredita que essa situação pode mudar. A atual professora é sua coordenadora pedagógica.
“Um dos maiores desafios é trabalhar a cultura Xavante de forma constante. Faço questão de preservar a cultura de nosso povo, então, levo aos alunos a importância de valorizar tudo o que temos de bom, mostrar as nossas conquistas”, frisa.
Desde 2005, trabalhando como professora, ela lembra que os obstáculos de levar conhecimento em sua aldeia da etnia Xavante nunca foram pequenos. Explica que seu principal trabalho na comunidade indígena é fazer com que os alunos se sintam como o centro dos estudos.

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