Por Arão Leite
Alta Floresta – O corpo do acadêmico de direito, Vitor Ursulino Alves, de 23 anos, foi liberado do IML em Alta Floresta para sepultamento na cidade de Colíder. Desde o sumiço do universitário dia 11 de junho, até o encontro do cadáver dia 19 e liberação da Politec foram quase 20 dias, período marcado pela angústia e dor da família, dos amigos e conhecidos da vítima do tribunal do crime em Mato Grosso.
Vitor foi visto com vida a última vez no dia 11 quando saiu da faculdade em um caro de aplicativo até o Bairro Maria Antônia de onde teria sido raptado, colocado em outro veículo, iniciando naquela ocasião uma sessão de muita tortura até sua morte.
O jovem teria sido amarrado, espancado e há informes extraoficiais de mutilação. Ele foi encontrado nove dias após o desaparecimento. O corpo estava parcialmente enterrado em uma área a cinco quilômetros do núcleo urbano da cidade. Por estar em adiantado estado de decomposição, dificultou a identificação oficial. Mas o reconhecimento através das vestes e outras características já apontavam para Vitor desde o dia da localização e corpo liberado agora da Politec no sábado pela manhã, chegando em Colíder cerca de uma hora e meia depois, seguindo em cortejo fúnebre pelas ruas e avenidas da cidade.
Quem via o cortejo passar parava e muitos não aguentaram a emoção, principalmente quem ficou em frente à escola militar onde o jovem prestava serviço. Na frente do Tiro de Guerra onde Vitor era voluntário, entre outros lugares e principalmente na frente da Unemat onde o pai tentou falar a quem acompanhava, mas foi contido pela emoção.
O cortejo seguiu até o cemitério municipal onde foi dado o último adeus ao acadêmico. O caso ainda é investigado pela Polícia Civil de Colíder.
O ÚLTIMO ADEUS: Corpo é liberado e comoção marca sepultamento de acadêmico executado em Colíder
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