Por Arão Leite
Alta Floresta – O perímetro da Praça Cívica volta a ser ocupado por dezenas de pessoas em condições de ruas. Mendigos, desempregados, dependentes químicos e outros cidadãos e cidadãs são vistos diariamente no local, principalmente embaixo da cobertura onde funcionava uma quadra esportiva que acabou se tornando o principal abrigo, cheia de papelões usados como camas, colchões, tralhas de cozinhas e muitas mochilas e outros pertences, além de muitos recipientes de bebida alcoólica.
A situação tem provocado transtornos e reclamações por parte de comerciantes que tem quiosques na Praça Cívica. Nos últimos dois meses foram registrados inúmeros arrombamentos e as vítimas não descartam que entre os abrigados no local, estejam os suspeitos.
Uma cena essa semana chamou ainda mais atenção. A Praça Cívica fica a cerca de 200 metros de um hotel recém desativado de onde os colchões antes usados nos apartamentos foram jogados dentro de um ‘disk-entulho’. “Mas esse pessoal que tá ficando na Praça começou a arrastar, levar para o local onde fica abrigado. Uns deixaram os colchões secando à beira da avenida. A situação está ficando muito preocupante”, comentou um comerciante.
Câmara repercute assunto
E o problema foi repercutido na Câmara de Vereadores. “Nossa Praça Cívica um dia feita para receber famílias, para o passeio da noite ou do final de semana tem se tornado esse local que nos preocupa. Sabemos que é um caso difícil de resolver, mas pedimos que o município tome suas providências”, cobrou Francisco Ailton.
O vereador Marcos Menin disse ser uma questão difícil de resolver, mas também abordou a questão. “O duro é levar para onde essas pessoas. Não dar para tirar dali e levar para um outro lugar e causar transtorno. O município precisar ver uma forma de ajudar essas pessoas”, finalizou.
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