Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – Os últimos boletins epidemiológicos apontam redução tanto nos casos ativos quanto suspeitos para coronavírus no município de Alta Floresta, mas o secretário municipal de saúde, Laureano Barella, que acompanha minuciosamente o monitoramento feito pela epidemiologia assegura que a doença tem crescido e muito e, enquanto o acúmulo de testes positivos passam dos 4 mil, ele fala tranquilamente que a lista real seria entre “10 e 15 mil pessoas’ que já contraíram a covid-19 na cidade polo do extremo norte de Mato Grosso.
A declaração do secretário foi na manhã desta quarta-feira quando ele reforçou que a população precisa levar ainda mais a sério a doença que na segunda onda já mostrou que o vírus sofre alterações e os pacientes estão sentindo os efeitos da pior forma. “Gente que pegou a doença num primeiro momento e nem praticamente sentiu os sintomas, hoje o quadro é grave ou está na UTI”, comentou Barella.
Mesmo diante de uma gravidade, o secretário acredita que há muita gente que se quer acredita na doença, fato que segundo ele, é preocupante. “Pessoas que circulam por aí, não querem usar máscara de jeito nenhum, dizem simplesmente que (a doença) não pega e que é é fraco (os sintomas). Domingo na Avenida Jaime Campos (Aeroporto) um grupo ao ser abordado pela equipe da vigilância que atendia denúncia de aglomeração, reagiu de forma agressiva”, disse o secretário lembrando que o vírus está circulando e o problema poderá durar ainda muito tempo.
O município até o boletim de terça-feira apontava 44 óbitos, mas vários casos de pessoas que faleceram em outras cidades são investigados e é aguardada a oficialização. Os leitos de UTIs estão lotados e mais malotes aguardam para ser examinados. “Não tem mais caso agora ou se pensa que reduziu, porque o laboratório do ) IFMT não está trabalhando nos sábados e domingos, mas os números são maiores com certeza. Isso além de dizer que muita gente, por sentir sintomas fracos, não faz exame, tem medo do resultado ou de ser demitida, entre outras situações”, analisa.
Casos graves
O fisioterapeuta André Brito, servidor da saúde de Alta Floresta, está entre os casos graves, assim como o ex-presidente do Sispumaf (Sindicato dos Servidores Públicos de Alta Floresta),, Eder Vilasant. Informações nesta quarta-feira que ambos, assim como outros pacientes, já precisaram de intubação.
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