Ivana Maranhão
RD News
Mato Grosso já tem em estoque 3 mil comprimidos de cloroquina, o medicamento que vem apresentando bons resultados no tratamento do novo coronavírus (Covid-19), mas está longe de ser consenso na comunidade médica. O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, confirmou esta semana, em live pelas redes sociais, o recebimento da substância, porém não quis detalhar a sua utilização. Resumiu em dizer que o Estado tem um protocolo recebido do ministério da Saúde e vai seguí-lo.
A secretaria estadual de Saúde (SES) não informa se o remédio já foi testado em algum paciente com a Covid-19 no Estado. “No momento, não é possível mensurar se houve ou não a utilização desse medicamento por parte de paciente com Covid- 19, tendo em vista que o composto é usado no tratamento de outras doenças”, diz trecho de resposta da SES enviada ao RD News.
Conforme a pasta, seguindo as normativas do ministério da Saúde, o medicamento será administrado apenas em casos graves, no qual o paciente esteja hospitalizado. E recomenda que a cloroquina não deve ser ingerida de “modo aleatório, sem prescrição médica”. Entre os efeitos colaterais citados estão problemas cardíacos, oculares, hepáticos e outros.
No mês de março, o ministério publicou uma nota informativa sobre o tema, colocando o remédio como terapia auxiliar no tratamento de casos graves de Covid-19 para pacientes hospitalizados.
“Esse medicamento pode dar arritmia cardíaca, pode paralisar a função do fígado. Então, se sairmos com a caixa na mão falando ‘pode tomar’, nós podemos ter mais mortes por mau uso do medicamento do que pela própria virose”, alertou Luiz Henrique Mandetta, em entrevista coletiva concedida no dia 28 de março.
O protocolo prevê cinco dias de uso, em complemento a outras medidas como auxílio para respirar e medicação contra febre e mal-estar, disse o ministro da Saúde,
De acordo com a determinação do ministério da Saúde, tanto a cloroquina quanto a hidroxicloroquina são fármacos “indicados para o tratamento de outras doenças como artrite reumatoide e artrite reumatoide juvenil (inflamação crônica das arculações), lúpus eritematoso sistêmico e discoide, condições dermatológicas provocadas ou agravadas pela luz solar e malária”, por isso é importante.
Normalmente, para essas doenças, a cloroquina é ministrada entre 50mg e 150mg, enquanto a quantidade de hidroxicloroquina indicada é de 400mg.
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