Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – O município de Alta Floresta fecha a semana com mais de 60 casos ativos de covid-19. Desde o início da pandemia já foram registrados 371 testes positivos e desse total, 292 pessoas, até a quinta-feira, já tinha sido recuperadas. Mas 12 óbitos fazem parte da lista onde naquele momento apresentava ainda 303 casos suspeitos aguardando o resultado das amostras. Desses, pelo menos um lote de 60 exames já foram encaminhados para o Laboratório do IFMT, campus de Alta Floresta e não para o Laboratório Central do Estado, o Lacen.
Conforme a Secretaria de Saúde informou através do Comitê de enfrentamento ao novo coronavírus, os exames que até agora levaram de 10 até 15 dias para o resultado chegar, agora poderão ter o diagnóstico em 72 horas no máximo. Isso porque com o laboratório em Alta Floresta o serviço é acelerado, diferente do estado Lacen que acumula os exames de todos os municípios do estado. “Lá tinha essa semana 11 mil exames aguardando resultado”, comentou o secretário municipal de saúde de Alta Floresta, Marcelo Costa.
Até agora o aumento dos casos positivos tem sido quase proporcional aos casos recuperados, devido até mesmo a demora para a chegada do resultado. Porém, com as amostras analisadas em Alta Floresta a situação muda e consequentemente será registrado um aumento segundo o secretário, até “assustador”, já que a demanda de pessoas procurando as unidades de saúde com síndrome gripal e sintomas do coronavírus continua aumentando. “Infelizmente muita gente continua festando, indo a vento, pesca, se aglomerando e nossa estrutura poderá chegar a um ponto que não vai suportar. Estamos procurando profissionais para atuarem e mesmo assim ainda temos pouca gente e os leitos estão acabando. É preciso que todos tomem mais cuidado e só deixem o isolamento social mesmo em casos essenciais”, alertou Marcelo Costa.
Linha de frente atingida
Entre os casos positivos da covid-19 em Alta Floresta, há muitos servidores da saúde, pessoas que inclusive atuam na linha de frente no enfrentamento ao coronavírus. Entre médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares, já foram somados pelo menos 41 casos suspeitos e oito testaram positivo. “Isso afeta diretamente no atendimento. Há profissionais que tem familiar atuando no mesmo setor de saúde e se um é atingido, o outro também precisa ficar isolado e afeta a estrutura”, explicou o coordenador de vigilância epidemiológica, Sidney Leal, enfermeiro que viu a esposa ser afetada pelo coronavírus e quase sem ser colocada em leito por falta de vaga.
Um hotel em Alta Floresta chegou a hospedar profissionais da saúde que estavam atuando na linha de frente contra o coronavírus, evitando assim, o contato com a própria família de médicos, enfermeiros e técnicos e dando condição para que as equipes continuassem atuando.
E a possibilidade de colapso, segundo o comitê, é real, se os números continuarem subindo e as pessoas não tomarem as devidas medidas.
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