Vitória Lopes/Gazeta Digital
Chuvas incessantes estão prejudicando as safras de produtores rurais no norte de Mato Grosso. De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), ao menos 51 municípios têm sentido a intensidade das precipitações.
Para frear os prejuízos, prefeitos dos demais municípios estudam emitir decreto de emergência, junto ao governo estadual. O presidente da Aprosoja, Fernando Cadore, também busca a avaliação do governo. Segundo explica, as chuvas preocupam os produtores por atrapalharem a colheita da soja e plantio do milho.
O prefeito de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá), Ari Lafin (PSDB), já decretou estado de alerta. Conforme assessoria de Sorriso, já chove no município há 10 dias. O estado de alerta, decretado na última sexta-feira (5), foi realizado após visitas nas áreas rurais em conjunto com a Defesa Civil, secretário de Agricultura e representantes de sindicatos.
Com o estado de alerta, fica sob responsabilidade da gestão municipal dar suporte aos produtores, como averiguar a situação de estradas – atoleiros e buracos – para não parar a escoação da safra. Lafin avalia ainda a possibilidade de decretar estado de calamidade.
Em uma análise preliminar, o Sindicato Rural de Sorriso estima que cerca de 75% da safra de soja foi colhida, mas somente 60% da safrinha de milho foi plantada, visto que, com o excesso de água, não é viável jogar as sementes na terra.
Por sua vez, o prefeito de Lucas do Rio Verde (354 km ao norte), Miguel Vaz (Cidadania), explica que a cidade foi a menos prejudicada com as chuvas na região norte. Por possuir produtores com terras relativamente menores, eles conseguiram fazer a colheita com antecedência.
“Estamos fazendo levantamento do prejuízo, mas posso adiantar que é uma situação diferente dos municípios mais ao norte. É um município [Lucas] com propriedades comparativamente menores, tem um trabalho mais rápido de colheita, então conseguimos avançar mais”, conta.
Contudo, Lucas do Rio Verde ainda tem a safra de milho para colher. “Se constatarmos de hoje para manhã, que temos números mais complicados, podemos decretar sim [estado de calamidade]. Mas, pelo o que entendo e ouvi, ainda não cabe a medida. Outros municípios estão mais críticos”, avalia Vaz.
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