Allan Pereira e Bárbara Sá
RD News
O policial militar Weberth Batista Ribeiro, denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por atirar em diarista que estava no ponto de ônibus com o namorado, em Sorriso (420 km de Cuiabá), e desfigurar o rosto dela, em 17 de janeiro deste ano, foi afastado do cargo por determinação da Justiça. O motivo do afastamento, porém, não tem ligação com este caso. A decisão do juiz Valter Fabrício Simioni da Silva, da 2ª Vara Criminal da cidade, é referente a outro processo em que o PM é réu por extorquir dono de distribuidora de bebidas, mediante grave ameaça exercida com emprego de arma e coação psicológica.
Segundo a denúncia do MPE, Weberth é acusado de agir em parceria com Reinaldo Rodrigues Lima. Os dois teriam sido contratados por Aguinaldo Roberto Del Moro, gerente de um supermercado, para cobrar uma dívida de R$ 12,4 mil contraída pelo empresário Anderson Luis Gaides, dono de uma distribuidora de bebidas.
Weberth e Reinaldo teriam usado de ameaça, arma e coação para fazer com que Anderson pagasse a dívida a Aguinaldo. O PM teria até pontuado que, caso Anderson fizesse boletim de ocorrência, isso não protegeria das cobranças da dupla. “Agora vê se vai lá e faz o BO, quero ver se esse BO vai te proteger e se esse seu peito é de bala”. A frase consta nos autos processuais.
Os três – Weberth, Reinaldo e Aguinaldo – também já são réus neste caso.
Ao pedir o afastamento liminarmente, o MP viu necessidade do policial militar, que ocupa cargo público, deixar de trabalhar para evitar rescindir no crime.
Na decisão, o juiz Valter Fabrício cita as ameaças na hora da cobrança e vê possibilidade de Weberth voltar a praticar extorsão “seja contra o próprio empresário ou qualquer outro cidadão”. Além disso, acrescenta que, a trabalho, o réu teria mais facilidade para se utilizar do prestígio e confiança da própria função para tirar proveito de cunho processual, ou seja, atrapalhar o andamento processual.
No processo da diarista, pesa sobre Weberth crime de tentativa de homicídio por motivo fútil. Isso porque, do nada, efetuou disparos contra a diarista Elizangela de Moraes, que estava com o namorado Oswaldo Neto em um ponto de ônibus. Neste caso, também há um pedido de afastamento, mas ainda sem decisão.
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