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TJ autoriza contadora acusada de incendiar prefeitura de Nova Bandeirantes a trabalhar

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DIEGO FREDERICI/Folhamaz
A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ-MT) autorizou a contadora Kelyn Aparecida Boska a trabalhar. Ela estava em prisão domiciliar desde dezembro de 2018 após ser presa acusada de ser a mandante de um incêndio, que teve a participação de outras cinco pessoas, na prefeitura de Nova Bandeirantes. O crime ocorreu em 2 de outubro de 2017.
Os magistrados seguiram por unanimidade o voto do relator, o desembargador Alberto Ferreira de Souza, em julgamento ocorrido na tarde de ontem quarta-feira (26). Ele justificou a medida dizendo que a instrução criminal – ou seja, a fase de produção de provas -, está no fim, e aceitou o argumento de que a profissional precisa trabalhar para cuidar dos dois filhos.
“A par disso, 6 meses de segregação, e ao nosso aviso da desaparição dos pressupostos requisitos que sustentavam a prisão, se nos afigura imperativa a concessão da ordem, com medidas restritivas diversas da última rácio com extensão as demais corrés”, explicou o desembargador.
Conforme apontou o desembargador, os outros corréus da ação penal também foram beneficiados com a medida – Cleberson Marciano, Juliano Thibes Guedes, Claudineia Oliveira, Narjara Aline Braz da Silva e Aparecido Fernandes da Silva.
INCÊNDIO
O dia 2 de outubro de 2017 ficará registrado na história da pequena Nova Bandeirantes, no extremo norte de Mato Grosso, por um incidente pitoresco: um incêndio criminoso na prefeitura municipal, que destruiu boa parte dos documentos relativos a compras e pagamentos de serviços públicos.
De acordo com informações da Polícia Judiciária Civil (PJC), o técnico em telecomunicações Juliano Thibes Guedes teria sido contratado pela contadora Kelyn Aparecida Boska para iniciar o incêndio. Ela atuava como controladora interna da prefeitura de Nova Bandeirantes e seria a líder de um esquema de desvios de recursos públicos do município.
A PJC informa que Kelyn Aparecida Boska teria agido em conjunto com duas advogadas – Narjara Aline Braz da Silva e Cluadineia Oliveira. O contador Fabio Rocha da Silva também estaria em conluio com a quadrilha.

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