quarta-feira, 28 outubro, 2026
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Todos os empreendedores do setor devem se recadastrar no sistema até o dia 12 de março

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Lorena Bruschi
Sema-MT
O presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Rafael Masson, avalia que o novo Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora 2.0) do Governo de Mato Grosso é um avanço para a rastreabilidade da madeira e, consequentemente, para o setor madeireiro e consumidores de produtos florestais.
O sistema foi disponibilizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) no último dia 16 de fevereiro, e implementa de forma efetiva o rastreamento do produto florestal desde a extração da madeira, até a destinação final.
”Automaticamente a empresa que trabalha de forma errada vai estar fora do mercado. Vai ter uma fiscalização maior que vai beneficiar muito o cidadão. Essa empresa que trabalha de forma errada prejudica as que estão trabalhando corretamente, porque além de fazer mal ao meio ambiente, também prejudica a parte tributária do Estado”, destaca.
A segurança do novo sistema vai impedir o que ele chama de “contaminação” da madeira, que seria a inserção de madeira não legal junto a outras toras legais. Isso será possível pela rastreabilidade desde a floresta, na indústria, até chegar ao consumidor final.
”Hoje pra gente fazer uma venda é exigido o rastreamento, a cadeia de custódia, principalmente para exportação. O cliente quer saber se a gente não está fazendo nada contra a nossa legislação ambiental. Isso dá uma segurança para o comprador, mas também para o industrial e para o órgão ambiental dentro do estado”, relata.
Com o novo sistema, Mato Grosso fica equiparado às exigências nacionais e internacionais de rastreabilidade, mas conforme o presidente, se destaca nos procedimentos de licenciamento da exploração da madeira.
”Nós temos um grande diferencial que é o licenciamento que a Sema faz, pois a gente consegue uma transparência muito maior, uma segurança para os nossos consumidores. A Sema sempre faz um trabalho à frente dos outros órgãos ambientais buscando a melhor tecnologia”.
Ele avalia ainda que o produto florestal, com a chancela do Estado de que é de origem legal, vai ser mais valorizado no mercado, e trará um incremento ao faturamento do setor. Atualmente há mais de seis mil empreendimentos que são a base da economia de 44 municípios de Mato Grosso.
O governo incentiva a prática do manejo florestal sustentável, com a meta de alcançar seis milhões de hectares até 2030. Esta modalidade preserva a floresta nativa em pé, e gera renda retirando alguns exemplares para comercialização, com a devida autorização.

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