Por Arão Leite
Alta Floresta – Um crime praticamente repetindo a cena de uma execução que aconteceu há três anos no mesmo local. Essa é a história registrada em Alta Floresta, em que dois irmãos foram mortos do mesmo jeito, com diversos tiros a queima roupa e na porta de casa.
O primeiro morto foi Weverton Alvez, de 20 anos. Era julho de 2021 quando a vítima envolvida em vários crimes é abordada na porta de casa, tenta entrar, mas é alvejada com pelo menos nove tiros de pistolas, sendo a maioria na cabeça. Os criminosos fugiram em seguida.
Também acusado de muitos crimes, até mesmo de latrocínio que é o roubo seguido de morte, o irmão de Weverton estava na cadeia em Várzea Grande. Mas deixou o presídio há poucos dias e retornou para Alta Floresta. E já na noite de segunda-feira uma dupla, de moto, foi até sua casa procura-lo. Os desconhecidos que estavam encapuzados, foram embora de moto. Mas voltaram na tarde de terça-feira e dessa vez acharam o alvo Wellington dos Santos Divino Alvez, de 26 anos.
Era por volta das 5 horas da tarde, com testemunhas na rua, mas os atiradores não hesitaram. Mataram Wellington com sete tiros que o atingiram o peito e pernas.
Polícia Militar logo chegou ao local. Corpo de Bombeiros ainda foi acionado, mas os socorristas constataram que a vítima não tinha mais sinais vitais e a área foi isolada para que a Polícia Civil e Polícia Técnica pudesse coletar todos os dados.
Major Cunha, comandante do 8º Batalhão da PM, disse que esteve com a vítima pouco tempo antes. “Fomos à casa dele depois de saber que alguém tinha tentado contra sua vida. Foi onde soubemos que ele saiu de um presídio onde tem muitos presos de uma facção e ele disse pertencer a esse grupo criminosos, que iria confrontar a facção rival em Alta Floresta. Até falamos para que tomasse outro rumo, mudasse de local, mas parecia não ouvir. Foi onde levou a pior, procurou e o resultado foi esse. Até aproveitamos para avisar esses jovens que querem entrar nesse mundo do crime, que o resultado é cadeia ou caixão”, apontou o oficial.
Investigação
O oficial da PM fez questão de comentar também que, apesar de extensa ficha criminal, Wellington nesse caso é vítima e todas as informações que a PM conseguiu repassou à Polícia Civil. “Um carro branco, sedan com dois elementos é o veículo que parou em frente à casa dele e com certeza é disputa entre facções, mas a Polícia Civil tem grandes equipes para apurar e desvendar”, finalizou.
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