Caso teria ocorrido em 16 de abril de 2018 e o corpo da vítima foi encontrado agora
Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – Ederson José Rodrigues, de 25 anos, está em uma cela da Delegacia do município de Paranaíta, cumprindo prisão temporária, mas a decisão judicial pode ser convertida em preventiva (tempo indeterminado). A mudança é porque principal suspeito do desaparecimento de Daniela Erica Cordeiro Campos, de 24 anos.
A jovem sumiu em abril do ano passado. Familiares na época atribuíram o sumiço ao elemento com quem ela conviveu por cerca de 10 anos. Mas ele que negava o tempo inteiro, passou a ser apontado em quase todas linhas de investigações da Polícia Civil. A suspeita aumentou ainda mais quando encontrados restos mortais de uma mulher. O corpo foi enterrado em uma propriedade rural, à beira das Rodovia MT-206. Mesmo sendo um ano depois e o adiantado estado de decomposição, as características como short jeans azul, blusa, cabelo e outras evidências apontavam que ali seria Daniela Erica.
Ederson estava preso desde a quinta-feira e soube do encontro do cadáver. Na segunda-feira, 24 de junho, ele foi ouvido em audiência de custódia, ainda negando, mas depois, na Delegacia, pediu para chamar o delegado e segundo doutor Marcos Lira, que preside o inquérito, “ele pediu para dar uma nova versão aos fatos e assumiu que matou a esposa após uma briga e agressão”, completou o delegado.
Segundo o delegado, Ederson disse que era dia 16 de abril quando voltou a se desentender com a mulher Daniela. “Questão de ciúmes e segundo ele, por causa de traição. A briga entre os dois aumentou o Ederson alegou que deu um soco na mulher que caiu e ficou desacordada. Comentou ainda saiu da casa e ficou fora por uns 40 minutos e quando voltou ela estaria na mesma posição, no chão”, conta o delegado.
O marido, na nova história contada à polícia segundo o delegado, ao perceber que a mulher estaria morta, pegou uma caixa grande, a colocou dentro, amarrou em uma moto, pegou uma cavadeira e a levou para enterrar. O delegado pegou o novo depoimento do suspeito e diz que agora aumentaram ainda mais as evidências de que Daniela foi assassinada e o corpo encontrado final de semana é realmente dela. “Mesmo assim vamos aguardar a confirmação oficial através de exames de DNA e o laudo completo do laboratório de antropologia”, disse o delegado que deverá concluir o Inquérito e encaminhar ao Ministério Público.




