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FARDA MANCHADA: Sargento preso pela PF foi homenageado por deputado; investigador da PJC sofreu buscas

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Folha Max
Dentre os policiais militares e civis alvos da Operação Cérberus deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (4), estão o 3º sargento da PM, sargento Adelso Francisco dos Santos e investigador da PJC, Dionísio Ilário dos Santos Neto, lotado na Delegacia de Roubos e Furtos (Derf). Os investigados são acusados de roubar carregamentos de drogas apreendidas de traficantes e revenderem o entorpecente para outros criminosos. O PM foi preso enquanto agente da PJC só foi alvo de busca e apreensão.
O sargento Adelso dos Santos foi homenageado em abril de 2019 pelo deputado estadual, Elizeu Nascimento (DC), com uma moção de aplausos, em função do Dia do Patrono da Polícia Militar – Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) -. Elizeu também é policial militar e dentre suas bandeiras e atuação parlamentar está a defesa de militares que atuam em Mato Grosso, através de cobranças, discursos inflamados e propostas de leis que visam beneficiar a categoria.
Na operação desta quarta-feira, o sargento homenageado pelo colega de farda e deputado foi preso em São Paulo, por agentes da PF. Em sua residência em Cuiabá foram apreendidas armas de fogo e munições. A Corregedoria da Polícia Militar e da Civil vão acompanhar o caso envolvendo seus integrantes.
Além do sargento, também foram presos em Cuiabá outros dois policiais militares inativos.
Na ação a PF apreendeu celulares, veículos e armas de fogo em cumprimento a mandados judiciais expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Ao todo, foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária. A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 5,5 milhões das contas dos investigados, além do sequestro de veículos e imóveis registrados.
As investigações apontam que dois policiais na ativa e policiais civis/militares já excluídos participavam da organização criminosa. A operação tem como objetivo a prisão das lideranças e a descapitalização patrimonial do grupo, a fim de evitar a formação de uma possível milícia em Mato Grosso.
De acordo com a Polícia Federal, os suspeitos roubavam carregamentos de drogas e vendendo o material para outros criminosos. Alguns dos investigados possuem antecedentes criminais extremamente violentos, com passagens por extorsão, homicídios e tráfico de drogas. Os suspeitos vinham ostentando padrão incompatível com os rendimentos lícitos. De acordo com a investigação, estas pessoas teriam aberto empresas de fachada, usando familiares para ocultarem patrimônio.
Em outubro deste ano a Força Tática da Polícia Militar de Mato Grosso, com informações da PF, prendeu em flagrante quatro envolvidos com 120 kg de cocaína. Na ocasião, também foram apreendidos três veículos, arma de fogo e quase R$ 60 mil em espécie.

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