DIEGO FREDERICI
Folha Max
A juíza da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT), Ana Cristina Mendes, manteve a prisão do empresário Geraldino Barbosa de Queiroz, apontado como líder de uma quadrilha de estelionatários que agia no Nortão de Mato Grosso, na região de Juína (750 KM de Cuiabá).
Segundo uma decisão do último dia 6 de outubro, a juíza revelou que Geraldino permanece foragido da Justiça desde que teve sua prisão preventiva decretada, em fevereiro deste ano. A magistrada apontou que ele seria o “principal falsário” do bando, além de ter utilizado dados pessoais de terceiros para a criação de empresas num esquema de sonegação de impostos.
“Várias supostas vítimas teriam reconhecido o denunciado Geraldino como o indivíduo que lhes propôs vantagens para utilizar seus dados pessoais no registro das empresas, sendo este mais um fator a demonstrar a existência de indícios de autoria do delito […] que seria o principal falsário e gerenciador das empresas fantasmas que cooptavam pessoas humildes para que emprestassem seus nomes, com a finalidade de criar e transferir às empresas para sonegar tributos e frustrar o ajuizamento de execuções fiscais”, diz trecho da decisão.
A defesa de Geraldino também alegou que o suspeito possui diabetes. A juíza, por sua vez, esclareceu que possuir a doença, por si só, não é motivo suficiente para revogar um pedido de prisão.
NORTÃO 171
De acordo com informações do processo, os réus Arci Gomes, o “Tida”, Handerson Luiz Correia, Geraldino Barbosa de Queiroz, o “Tato”, John Maycon Lima de Queiroz, Fuad Jarrus Filho, Rodrigo Dombroski da Silva, Tiago Dombroski da Silva, André de Oliveira Dias e Douglas dos Reis Schmitt estariam envolvidos num esquema de sonegação de impostos e falsidade ideológica na criação de “empresas fantasmas”, que estariam em nome de “laranjas”.
A denúncia do Ministério Público do Estado (MPMT) revela que as fraudes teriam ocorrido entre os anos de 2012 e 2019. Arci Gomes, um dos réus, é um empresário do setor madeireiro da região de Juína.
“Teria sido possível identificar que Arci Gomes supostamente utilizava de diversas empresas registradas em nome de ‘laranjas’ para vender madeira para fora do Estado sem recolher impostos”, diz trecho da denúncia.
Outro membro da suposta organização criminosa, que esta foragido da Justiça, é o também empresário Geraldino Barbosa de Queiroz, o “Tato”. Ele foi apontado como o “braço técnico” da quadrilha, e teria sido responsável por uma sonegação de R$ 8,5 milhões.
“Durante as investigações, apurou-se que somente o denunciado Geraldino teria promovido, como já dito, a abertura de 10 das 18 empresas envolvidas no esquema, causando um prejuízo estimado pela Sefaz-MT de mais de oito milhões e meio de reais”, diz ainda a denúncia.
Os réus aguardam o julgamento em liberdade, com exceção de Geraldino, que esta foragido.
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