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Integrante do CV é acusado de agredir e escravizar mulher, em casa, por 4 anos

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Allan Pereira
Denúncia anônima levou a polícia a Jair Júnior Queiroz, o “Pokémon”, que foi preso, na madrugada de (28), acusado de agredir uma mulher cujo primeiro nome é Patrícia, quem ele estaria mantendo, já há quase 4 anos, em cárcere privado e em condição análoga a escravidão por serviços domésticos.
Pokémon é apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho, segundo boletim de ocorrência. Na ficha policial dele, consta o assassinato de um sargento a machadadas em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá). Teria dado guarita a comparsa que matou o militar.
Por conta das agressões, Patrícia tinha lesões nas costas, braços e cabeça e foi levada à Policlínica do Coxipó e depois transferida para o Pronto-Socorro.
Segundo BO, quando a PM chegou, Patrícia apareceu chorando na porta de casa. Os militares pediram que ela se aproximasse e saísse, mas a vítima estava com tanto medo que preferiu manter distância. Logo em seguida, apareceu o acusado, que disse que a polícia não ia entrar na casa sem mandado.
“No primeiro momento, ele não quis deixar a Patrícia sair da casa para falar com a guarnição, mas depois de muita insistência, por parte da Polícia Militar, o suspeito acabou deixando ela sair”, detalha o registro policial.
Ao cruzar a porta, ela saiu aos prantos e tremia de tanto medo. Após ser acalmada, ela confirmou a agressão. Teria apanhado por conta do sumiço de uma nota de R$ 50. Júnior acusou a “refém” de pegar o dinheiro.
Patrícia aproveitou a oportunidade para contar que presta serviço na casa de Júnior há quase 4 anos em troca de alimentação e moradia. Relata que nunca recebeu qualquer quantia em dinheiro pelo trabalho. A vítima informou que “não conseguia sair dessa situação por temer por sua vida”.
Após o relato, a PM deu voz de prisão a Júnior. Buscas foram feitas pela casa e os policiais encontraram uma espingarda de pressão adulterada para caça, munições, a quantia de R$ 2.079 em espécie, 12 porções de substâncias análogas a pasta e uma à base de cocaína, além de outros entorpecentes.
Júnior foi encaminhado a Central de Flagrantes. O caso foi registrado como condição análoga a escravidão, lesão corporal, porte ilegal de arma, tráfico de drogas, sequestro e cárcere privado. O caso vai ser investigado pela Polícia Civil.

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