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INVESTIGAÇÃO DA GCCO: Defesa de PM preso nega ligação com sumiço de 6: vamos provar sua inocência

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Keka Werneck e Bárbara Sá
RD News
A defesa do policial militar Roberto Calos Cesaro, preso temporariamente nesta quinta (27) na Operação Insídia, revela ao RD News que pediu o adiamento da oitiva dele na polícia, prevista para hoje (28), sob argumento de que a investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) é extensa e, para que ele possa provar inocência, precisa ter acesso ao teor do que já foi apurado até o momento. Até o fechamento desta matéria, ainda não há decisão sobre o pedido.
A advogada do PM, Ana Paula Moura, relata que conversou com o cliente e ele nega veeementemente a condição de autor da execução de seis homens, que estão desaparecidos em União do Sul (a 637 km de Cuiabá). Para a polícia, o desaparecimento, junto a outras provas técnicas, como marcas de sangue e objetos pessoas, é indício de que estão mortos e os cadáveres teriam sido ocultados.
A reportagem apurou que as mortes supostamente foram decorrentes de um plano de roubo de soja, na Fazenda Promissão, do produtor rural Agenor Vicente Pelissa, que também é dono da empresa Agropel. Pelissa foi preso na operação e a defesa dele ainda não se manifestou – o espaço segue aberto.
Consta nas investigações que ele ficou sabendo através de um de seus funcionários que a fazenda seria roubada. O colaborador se arrependeu de participar da trama e “entregou” o plano. Diante disso, os militares teriam sido contratados para dar um corretivo no bando.
Assim como o fazendeiro e Cesaro, também foram presos na Insídia outros dois PMs, identificados como Dos Santos e Marçal. As defesas deles também não se manifestaram e o RD News segue aberto para publicar a versão dos militares.
Os PMs são apontados como executores dos homicídios. A advogada de Cesaro ressalta que não é possível afirmar isso, de forma alguma no momento e que, inclusive, as investigações ainda estão em curso. Ela ressalta que Cesaro é inocente e só se complicou na operação porque atuava na região do crime. Segundo ela, tudo será esclarecido.
Dos Santos e o Cesaro foram removidos da região pela Policia Militar, sendo que o primeiro foi para a Capital e o segundo, está Confresa. Mas, ambos estavam de licença e morando em Sinop. Já Marçal continua no mesmo posto.
O delegado Douglas Turíbio também foi alvo de buscas nesta operação. A investigação aponta que ele teria oferecido suborno a investigadores para pouparem Pelissa.
Mandado de prisão
Contra o policial Cesaro consta no mandado de prisão temporária que, à época dos fatos, foi removido administrativamente para outra localidade. Acabou sendo ligado ao caso devido conexão do seu aparelho celular no IP da rede da fazenda no dia dos fatos entre às 20h05 e 22h58.
“Igualmente, algo que chamou a atenção, foi que o SGT PM, responsável pelo acompanhamento das investigações no dia 19 de abril, ligou para o policial Cesaro naquele dia por volta das 15h01, após ter conversado com Dos Santos e ter ido até Santa Carmem. Somado a estas provas, o referido policial já foi preso anteriormente com outros militares, após uma invasão de terras na região Norte do Estado, juntamente com o PM Fábio Fonseca Françoso, outro alvo da operação Golf”, diz trecho da ordem de prisão determinada pela juíza Thatiana dos Santos.

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