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Justiça decreta prisão temporária do suspeito de matar a irmã

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Yuri Ramires
Gazeta Digital
Marcos Pereira Soares, acusado de matar a irmã, Estefane Pereira Soares, 17, teve a prisão temporária decretada após audiência de custódia no Fórum de Cuiabá, na tarde de quinta-feira (12). Enquanto aguardava no local, tentou cometer suicídio pela segunda vez no mesmo dia.
A decisão foi do juiz da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, João Bosco Soares da Silva. Agora, Marcos segue para um presídio e a Delegacia de Homicídios (DHPP) abriu um inquérito para apurar o crime contra Estefane.
Corpo encontrado
Estefany estava desaparecida desde terça-feira (10), A mãe, ao encontrar o filho, já na quarta-feira (11), o pressionou para saber do paradeiro da jovem. Porém, o suspeito desconversava. Ela o levou para casa e acionou outros familiares. Porém, ao perceber a “armação”, fugiu para dentro de um matagal.
Família começou a buscar pela jovem na região até que, por volta das 21h30, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou que o corpo da jovem foi encontrado dentro do córrego.
Cena foi isolada para os trabalhos do Corpo de Bombeiros, DHPP e Perícia Oficial (Politec). Em seguida, com o apoio da Polícia Militar, o suspeito foi preso já na madrugada de quinta, na região do CPA. Ele foi flagrado andando pela avenida Brasil, quando foi abordado. Conforme a delegada Jessica Assis, o corpo estava submerso, nu e enrolado em um lençol e com sinais severos de crueldade.
“Com os pés amarrados e com alguns sinais de violência sexual. Mas, a gente vai aguardar a confirmação da perícia. As roupas dela, que usava antes de ser encontrada, também foram apreendidas para perícia e tentar encontrar material genético do suspeito”, disse.
Por hora, Marcos foi autuado pelos crimes de sequestro, estupro, feminicídio e ocultação de cadáver. “Provavelmente também teve tortura, o corpo dela tinha alguns sinais de queimaduras e outras lesões”.
Cabe a perícia apontar também como ela foi morta. “Ainda vamos apurar se a causa da morte foi asfixia, afogamento ou pelas queimaduras”. Jessica ressaltou que a vítima ainda tinha uma corda com uma pedra amarrada no corpo.
Desprezo ao feminino
Toda a dinâmica do crime ainda está sendo apurada, bem como a motivação. Porém, ela destaca que, independente disso, está claro que o ato foi motivado por ódio ao gênero.
“A motivação realmente é desprezo ao feminino. Foi um feminicídio clássico do termo mesmo”, explicou Assis. Em interrogatório, ele negou os fatos, afirmando que “não teria feito isso”.
Contou ainda que procurou a irmã apenas para conversar, resolver uma questão ligada à mãe. “Que no momento que saíram de casa, eles teriam ido só até a esquina, conversaram rapidamente e ele seguiu o rumo. Depois, disse que não sabe o que teria acontecido com ela”, lembrou a delegada.
Segundo ela, apesar de ter dado essa versão dos fatos, ele não forneceu nenhum álibi. Estefane estava em casa, com o companheiro, quando foi abordada pelo irmão. Depois disso, ela não foi mais vista.

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