Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – A soltura de pelo menos nove presos da Cadeia Pública de Alta Floresta, sendo sete deles, portadores do novo coronavírus, gerou momentos de tensão final de semana. A decisão foi judicial, mas através de redes sociais como aplicativo whatsapp, muita gente e principalmente pessoas ligadas ao comitê de enfrentamento ao covid-19 questionavam a decisão e ainda ficavam a se perguntar o que seria feito para tentar evitar ainda mais a disseminação no município que foi multiplicada nas duas ultimas semanas.
Há cerca de duas semanas a defensoria pública recomendou a interdição do presídio em Alta Floresta, alegando o risco de contaminação em massa. Na ocasião, solicitou que a unidade não poderia mais receber novos presos e no caso de reeducandos com doenças e que se enquadram no grupo de risco, indicação era de liberação para ficarem isolados em casa. Mas a decisão do poder judiciário não foi apresentada, pelo menos publicamente. Porém, na sexta-feira à noite, aconteceram várias solturas. No presídio a direção não revelou sobre como foi tomada a decisão, se coletiva ou individual, mas sabe-se que nove detentos voltaram às ruas.
Na manhã seguinte o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus ficou sabendo da soltura e ficou preocupado segundo uma fonte que enviou mensagem à redação do Jornal da Cidade e conversou com representantes de outros veículos de imprensa, pedindo para não ser identificada. “. Infelizmente não posso falar. Foi o juiz que determinou. A única revolta é que ele poderia pelo menos ter avisado para a saúde. – Assim – a gente poderia ter feito trabalho de isolamento e não deixar disseminar esse vírus. Mas solta e não avisa ninguém?”.
“A gente não consegue controlar essa situação nem dos soltos, imagine desses presos. A gente ficou sabendo quase de manhã. Foi uma correria. Agora imagina o que tivemos de fazer para juntar os presos contaminados e isolar novamente. Mas muitos foram para outros municípios. A sorte que conseguimos juntar essa galera e avisar o pessoal da vigilância epidemiológica das outras cidades para estar recebendo esse pessoal”, comentou a fonte ao ressaltar que dos nove presos soltos, sete foram casos confirmados de coronavírus e dos sete, quatro são de Alta Floresta. Mas dois já eram considerados casos recuperados.
Um deles inclusive foi flagrado depois de solto, na via pública no sábado pela manhã, perambulando, sem saber o destino. Até aquele momento, acreditava-se que ainda fosse um paciente com potencial de transmissão e a vigilância epidemiológica acabou fazendo uma operação com apoio da polícia. “Esse preso conseguimos pegar ele no ponto de ônibus, perdido, sem saber para onde ia. Agora está com uma assistente social acompanhando, foi levado ao posto de saúde e a sorte é que já tinha passado o tempo para recuperação .Ele já estava com 17 dias de isolamento”, aliviou-se.
O assunto repercutiu durante todo o final de semana e nesta segunda-feira em Alta Floresta onde é aguardada uma posição do poder judiciário e também da secretaria de estado de segurança.
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