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OPERAÇÃO AGROSEGURO: Quadrilha extorquia produtores em troca de ‘segurança’ e tinha infiltrados; entenda

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O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (27), a Operação Agroseguro para desarticular uma facção criminosa que dominava o distrito de Garça Branca, em Pedra Preta (MT). A ofensiva contou com o apoio da Polícia Militar e teve como alvo uma organização especializada em crimes como tráfico de drogas, receptação e extorsão contra produtores rurais da região. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão.
De acordo com as investigações, os criminosos exerciam um controle rigoroso na localidade, impondo a cobrança de taxas em troca de uma falsa “proteção”. O grupo também interferia diretamente nas relações de trabalho dentro das propriedades e utilizava métodos de intimidação contra proprietários e administradores de fazendas, afetando um dos principais polos de produção de sementes de Mato Grosso.
A estrutura da organização era hierarquizada e contava com uma estratégia de infiltração, onde membros da facção trabalhavam nas propriedades rurais para atuar como vigilantes. Essa tática permitia a coleta de informações estratégicas sobre o funcionamento das fazendas e a movimentação de bens, facilitando o planejamento de ações criminosas e a manutenção do poder na zona rural.
Para sustentar as operações, o grupo mantinha uma base operacional no distrito de Garça Branca, utilizando diversos imóveis como depósitos. Nesses locais, eram armazenados entorpecentes, bens de origem ilícita e equipamentos de comunicação clandestina. As residências também serviam como pontos de encontro para as lideranças e eram monitoradas por “olheiros” encarregados de alertar sobre a presença policial.
Operação
Ao todo, 60 policiais militares dos Comandos Regionais 4 e 11 deram suporte ao cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A operação visa desestruturar a logística financeira e operacional da facção, garantindo maior segurança para a cadeia produtiva agrícola local, que movimenta grande parte da economia da região sudeste do estado.
O Gaeco reforça que o combate ao crime organizado depende da colaboração da sociedade e orienta que denúncias podem ser feitas de forma anônima. Os cidadãos podem utilizar os canais oficiais do Ministério Público, pelo número 127, ou acionar diretamente a Polícia Militar através do 190 para relatar atividades suspeitas ou coações praticadas por grupos criminosos.

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