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OPERAÇÃO ARARATH: Há 10 anos, Polícia Federal invadia todos os Poderes em MT

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Pablo Rodrigo
Gazeta Digital
Há exatamente 10 anos, Mato Grosso amanhecia como destaque em todo o país por conta da 5ª fase da Operação Ararath, desencadeada no dia 20 de maio de 2014 pela Polícia Federal (PF). Na ocasião, os mato-grossenses acordaram com a notícia das prisões do então deputado e mandachuva da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva, do ex-secretário Eder Moraes e do então governador Silval Barbosa. Este último por posse ilegal de arma.
Com um forte aparato policial espalhado nos endereços mais nobres da Capital para o cumprimento de 70 mandados de busca e apreensão e mais dois pedidos de prisão, foi a primeira vez que a Ararath chegava no seu núcleo político, envolvendo praticamente todos os Poderes do Estado.
A operação ocorreu em decorrência da primeira colaboração premiada da Ararath, do empresário Júnior Mendonça. Ele revelou um esquema de financiamento de campanha, triangulação financeira e lavagem de dinheiro, com a participação de agentes públicos e empresários.
A decisão da operação foi dada pelo então ministro Dias Toffoli, após Mendonça apontar uma possível compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), envolvendo o então senador Blairo Maggi. Na época, o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, foi alvo de busca e apreensão por conta de um empréstimo que ele tinha feito com o delator.
Além deles, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, e o promotor de Justiça, Marcos Regenold, foram alvo de mandados de busca e apreensão. Porém, todos os casos foram arquivados.
A operação atingiu em cheio todo o sistema política mato-grossense abrindo margem para a aposentadoria de vários políticos nas eleições que ocorreram 4 meses depois. Pivô da operação, o empresário Junior Mendonça, dono das empresas Globo Fomento Mercantil, Comercial Amazônia Petróleo, foi o responsável por citar e confirmar os nomes de autoridades políticas e de representantes de poderes nos depoimentos, na condição de delator premiado.
Conforme o inquérito, o ex-secretário Eder se serviu da instituição financeira informal operada por Junior Mendonça tanto como interlocutor da classe política mato-grossense quanto para fins próprios. Silval Barbosa foi solto no final do dia, após pagar fiança. Riva foi solto no dia 23 de maio, sob alegação de que ele só poderia ser preso após autorização da Assembleia Legislativa, já que não foi caracterizado flagrante.
Já Eder Moraes foi solto 81 dias depois, após ficar no presídio da Papuda em Brasília. O inquérito chegou a ser arquivado no STF meses depois. Mas o estrago já estava feito.
3 anos depois, Mato Grosso voltaria a ter uma operação tão impactante quanto a de 2014. Era a 12º fase da Ararath, denominada “Malebolge”. Ela ocorreu após delação do ex-governador Silval Barbosa, que estava preso há quase 2 anos por conta dos desdobramentos da Ararath. Mas isso é outra história.

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