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SONEGAÇÃO DE R$ 50 MILHÕES: Polícia agora vai atrás de produtores beneficiados por esquema

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Assessoria
A Polícia Civil quer descobrir quem são os produtores rurais beneficiados com um esquema de sonegação fiscal consolidado com o “furo” de posto da Secretaria de Estado de Fazenda em Barra do Garças (a 509 km de Cuiabá). O esquema gerou um prejuízo de mais de R$ 50 milhões aos cofres públicos no ano passado. A organização criminosa foi desmantelada na Operação Mustela Putorius, deflagrada nesta terça-feira (27). Ao todo foram cumpridos 31 ordens judiciais.
Conforme o delegado Walter de Melo, titular da Delegacia Fazendária (Defaz), provas colhidas durante a ação de ontem vão auxiliar na idenficiação desses produtores.
Os policiais apreenderam documentos, celulares e computadores. “A gente tem que investigar, agora, nesse segundo momento, quem são os proprietários da soja que foram escoadas sem o recolhimento do imposto porque eles também são responsáveis”, afirmou.
“Eles são os verdadeiros beneficiados pela sonegação fiscal dos grãos em geral. A gente já tem a placa de grande parte desses caminhões que furaram a fila. Eles foram, inclusive, filmados. Já identificamos bastante coisa para ir atrás desse pessoal”, acrescentou.
O esquema
Conforme Melo, o grupo criminoso era formado por servidores terceirados dos postos fiscais e comerciantes da região. “Eles monitoravam o andamento dos trabalhos no posto fiscal e orientavam os condutores dos caminhões sobre o momento ideal para o furo. Por exemplo, quando o posto num determinado momento não estava tendo uma fiscalização”, explicou. “Ou também quando havia algum caminhão sendo fiscalizado e aquela equipe estava ali empenhada em ver os documentos fiscais desse caminhão específico”, afirmou.
A operação
A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, seis instalações de tornozeleira eletrônica, 10 mandados de intimações visando à proibição de frequentar o pátio do Posto Fiscal; duas suspensões do exercício da função pública na Unidade de Fiscalização de Barra do Garças e duas proibições atividade econômica ou financeira no raio de mil metros das intermediações do posto de fiscalização.
Além de Barra do Garças, as ordens judiciais também ocorreram nas cidades Aragarças (GO) e Balneário Barra Sul (SC).
A investigação foi conduzida pelo delegado Rafael Scatolon da Defaz e contou com auxílio da Delegacia Regional de Barra do Garças e teve início a partir do recebimento de informações da Corregedoria Fazendária e Superintendência de Controle e Fiscalização de Trânsito sobre irregularidades detectadas no Posto Fiscal da Sefaz em Barra do Garças.

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