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2,6 MIL EMPREGOS: Grupo de SC anuncia megacomplexo agroindustrial em Mato Grosso

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MARIANNA PERES
Diário de Cuiabá
Mato Grosso será o endereço do Projeto CIAI – Complexo Industrial Agrícola de Itiquira.
Considerado um megacomplexo agroindustrial, o anúncio foi feito durante reunião com o governador Mauro Mendes, por representantes do Grupo Saes e da Catarina Fertilizantes, de Santa Catarina.
O complexo industrial em Itiquira (357 km ao Sul de Cuiabá) vai abranger uma indústria de etanol de milho, uma misturadora de adubo, uma indústria de biodiesel, uma esmagadora de soja, uma esmagadora de caroço de algodão e uma usina geradora de energia.
“Esse complexo vai ter um impacto positivo na região Sul do Estado de Mato Grosso e, principalmente, na cidade de Itiquira.
O Governo, a prefeitura, todos nós vamos trabalhar juntos para apoiar o grupo nesse importante investimento para a cidade, para Mato Grosso e para toda a região”, registrou o governador.
O deputado Nininho, que acompanhou o anúncio, observou que a vinda do complexo representa um grande avanço para a industrialização do estado.
“ Nós temos aqui o que é mais importante, que é a matéria-prima, o milho, soja, algodão. Sem dúvida, Mato Grosso hoje é o estado que os olhos do mundo estão voltados e por isso as empresas têm vindo pra cá”, afirmou ele, que já foi prefeito de Itiquira.
O empresário Iran Manfredini, da Catarina Fertilizantes, relatou que a previsão de entrega de todas as usinas do complexo é de cinco anos.
“A gente pretende esse ano ainda já começar com a terraplanagem e fazer todo o complexo inicial. A primeira parte do projeto vai ser em dois anos, a partir da licença ambiental, que daqui a dois, três meses estará consolidada, e aí a gente vai para a segunda fase, que são as esmagadoras de soja, de caroço de algodão e planta de biodiesel”, citou ele, que tem a sede da empresa em Balneário Camboriú (SC)
De acordo com Manfredini, a obra vai gerar dois mil empregos indiretos e, após o término, serão criados 600 empregos diretos para tocar as usinas.
“Também teremos 10 armazéns com capacidade de 240 mil toneladas, o que vai ajudar muito com o estado, por conta do déficit de armazenagem da produção. Sem contar que a região não tem produção em massa de DDG [grãos secos de destilaria], o que obriga os produtores a terem que se deslocar por centenas de quilômetros pra comprar. Vai facilitar a vida de todos”, ressaltou.

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