Diário de Cuiabá
Na votação relâmpago de quarta-feira (27), o Senado aprovou, por 43 votos a 21, o projeto que estabelece um marco temporal para demarcação de terras indígenas.
Para surpresa de zero pessoas, os três senadores de Mato Grosso votaram pela aprovção da medida.
Como a coluna revelou, a senadora Margareth Buzetti (PSD), contrariando o Governo Federal, do qual seu partido faz parte, votou pelo marco temporal, o que agrada os bolsonaristas, especialmente o grupo formado por ruralistas.
O senador Jayme Campos (União), há tempos, defendia o marco temporal.
Dono de fazendas, especialmente no Extremo-Norte de Mato Grosso, ele se uniu aos membros do agronegócio que acham que os povos indígenas não têm direito a novas demarcações de terras.
Essa tese foi defendida por Jair Bolsonaro (PL), desde o começo do seu Governo, em 2019.
O senador interino Mauro Carvalho (União) seguiu as ordens do governador Mauro Mendes (União), que apoia os ruralistas bolsnaristas e é a favor da ampliação das terras do agro em terras indígenas.
A proposta seguirá para sanção do presidente Lula (PT).
Pela proposta, os povos indígenas só poderão reivindicar a posse de áreas que ocupavam, de forma permanente, em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.
Na prática, se as comunidades não comprovarem que estavam nas terras nesta data, poderão ser expulsas.
Compartilhe:

Alta Floresta
céu limpo
32.9
°
C
32.9
°
32.9
°
38 %
3.6kmh
9 %
qua
37
°
qui
40
°
sex
42
°
sáb
41
°
dom
43
°



