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Candidatos denunciam falta de transparência em Seletivo da Sema

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Viviane Saggin Gazeta Digital
Candidatos que se inscreveram no Processo Seletivo Simplificado nº 01/2019 da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), para contratação temporária de analista de meio ambiente, denunciaram a falta de transparência nos critérios de seleção e alegam que os resultados foram direcionados.
O resultado do certame foi homologado pelo governador Mauro Mendes e publicado na segunda-feira (1).
O edital, publicado em abril, tinha por objetivo o preenchimento de 50 vagas no cargo de analista de meio ambiente, para as funções de biólogo, engenheiros agrícola, florestal, ambiental e agrônomo, geógrafo, gestor ambiental e geólogo. A remuneração oferecida é de R$ 7.003,16, por carga horária de 40 horas semanais.
Segundo um dos candidatos, o processo seletivo foi embasado apenas a experiência profissional e cursos ocorridos, sem a realização de provas escritas. “Sabemos que muitos fizeram esses cursos de última hora, apenas para apresentar os requisitos de processos seletivos”.
Uma candidata também contesta a forma que foi realizada a seleção e que o certame contou com apenas uma etapa, sem provas escritas, sendo que o correto seria em duas fases. “Deveria haver provas de títulos e prova escrita, pois de acordo com a constituição, a de títulos não deve ser de caráter eliminatório”, escreveu.
Outro concorrente alega que, aparentemente, foi um processo direcionado para atender pessoas que já atuavam no próprio órgão. “Isso para subir de cargo e aumentar salário. Sabemos que existe um histórico de indicação política e de empresários de setores ligados ao meio ambiente, com perfis fortes em Mato Grosso”, declarou à reportagem.
“Eu e vários colegas seguimos todas as regras estabelecidas no edital. Fiz as declarações conforme as especificações do edital, comprovando experiências com mais de 300 projetos na área. Mesmo assim, fiquei de fora” lamentou um engenheiro.
Os postulantes pedem clareza nos critérios de análise, realizados pela Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat). “O edital diz que seria utilizada a Tabela de Barema, mas queremos mais transparência nesse processo”, destacou outra engenheira, que possui mais de 14 anos de experiência.
“Todas as minhas experiência estão registradas em carteira, até mesmo meu estágio da faculdade que foi com base em geoprocessamento e análise ambiental. Todos os ducumentos foram anexados ao processo e mesmo entrando com recursos, minha inscrição foi indeferida”.
Os profissionais ouvidos pela reportagem disseram ainda que irão realizar a denúnica no Ministério Público Estadual.

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