WELINGTON SABINO
Folha Max
A Justiça publicou a lista de credores do Grupo Arca Agropecuária que entrou em recuperação judicial com dívidas declaradas de R$ 48,1 milhões. O processamento da recuperação foi deferido pela juíza Anglizey Solivan de Oliveira, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, no dia 23 de fevereiro deste ano, suspendendo por 180 dias as ações e execuções contra a empresa detentora da marca Natural Beef, que oferece cortes nobres e com certificação de procedência e habilitação para exportar ao mercado europeu.
A relação de credores mostra que a empresa possui dívidas trabalhistas, com bancos e fornecedores. Os valores vão de pequenas quantias como R$ 100 até cifras milionárias como é o caso da Upl Do Brasil, Indústria E Comércio De Insumos Agropecuários S/A, que tem a receber do grupo a quantia de R$ 5,6 milhões.
Ao buscar a recuperação, a empresa que tem sede no município de Tangará da Serra (239 km de Cuiabá) informou que começou suas atividades em 1985 por intermédio de “investimento pioneiro na pecuária de corte no Município de Nova Bandeirantes/MT, onde formou 7 mil hectares de pastagem e infraestrutura necessária para o bom manejo do gado”. Em 2001, ocorreu a incorporação das empresas Fonte Agropecuária Ltda e F.C.C Empreendimentos e Participações Ltda, tendo o Grupo se tornado detentora de 24 mil hectares, metade em reserva ambiental e a outra metade em pastagem, onde era realizada a cria e recria de um rebanho em torno de 15 mil cabeças e a criação de gado Nelore PO para produção de touros precoces.
Afirma que em 2010 foram realizados empréstimos junto ao Banco do Brasil, por intermédio do FCO e Finame para construção de confinamento com capacidade para 4 mil cabeças estáticas na Fazenda Fonte, além de 2 unidades beneficiadoras e armanezadora de grãos, sendo uma em Tangará da Serra e outra em Campo Novo do Parecis com capacidade de 36 mil toneladas. O aumento do valor disponibilizado para o financiamento de produtores que, em decorrência da seca suportada durante a safra não realizaram o pagamento das CPRs emitidas, desestabilizou os cotistas financeiros do fundo “FIP-ARCA”, o que, em razão das garantias vigentes, obrigou a recompra de todas as cotas do fundo pela empresa e sua dissolução.
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A magistrada ao deferir o processamento da recuperação Arca Agropecuária concedeu prazo de 60 dias para aprentação do plano de recuperação judicial. Ela nomeou como administrador judicial o escritório Ronimárcio Naves Advogados, situada na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA, em Cuiabá). A empresa pertence ao advogado Ronimárcio Naves. Se ele aceitar a função receberá R$ 481,7 mil, que corresponde a 1% do valor total dos créditos arrolados (R$ 48.173.910,97). Esse valor deverá ser pago em 30 parcelas mensais de R$ 16 mil levando–se em conta o prazo médio previsto para o encerramento de uma recuperação rudicial.
Depois que for apresentado o plano de recuperação Judicial, será publicado outro edital contendo aviso aos credores sobre o recebimento do plano, com prazo de 30 dias para manifestação de eventuais objeção ao plano. Após a divulgação da relação de credores, o documento será publicado no mesmo edital de aviso de recebimento do plano.
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