Andhressa Barboza
RD News
O deputado Max Russi (PSB) defendeu mais isonomia na liberação de emendas que tem gerado uma crise política entre o governo Mauro Mendes (DEM) e Assembleia. A insatisfação se deve ao fato do líder do governo na AL, Dilmar Dal Bosco (DEM), ter recebido R$ 3,8 milhões em emendas, enquanto outros parlamentares foram contemplados com apenas R$ 1 milhão.
“Não sou contra o Dilmar receber as emendas, tem que pagar mesmo, mas não pode ser diferente. O que os outros querem é ter o mesmo direito”, disse o 1º secretário da AL em entrevista ao RDTV nessa sexta (17).
O parlamentar aproveitou para destacar que apesar de líder do governo na AL, Dilmar também precisa articular a aprovação dos projetos que dependem de votos dos colegas. “Sozinho ele não consegue conduzir a aprovação de todos os projetos, ainda tem a base do governo, tem outros deputados que também tem as demandas de suas bases eleitorais”.
Cerca de 1% do orçamento do Estado pode ser destinado em emendas impositivas, ao em torno de R$ 5 milhões. O recurso pode ser destinado a critério do deputado que define as prioridades para atender demandas de municípios do interior como a compra de ambulâncias, construção ou reforma de escolas.
A Constituição do Estado define que 25% das emendas devem ir para educação, 12% para a saúde e o restante em outras áreas. Esse ano, devido à pandeia de Covid-19, foi aprovada a autorização de uso de 100% para saúde. A proposta foi do próprio Max.
A crise com o governo do estado reforçou o chamado bloco independente Resistência Democrática, liderado por Janaina Riva (MDB), e que conta com o ex-secretário estadual de Esporte, Cultura e Lazer (Secel), Allan Kardec (PDT). Após saberem que estariam sendo preteridos na distribuição de emendas, os deputados Paulo Araújo (PP), Doutor João (MDB) e Thiago Silva (MDB), também teriam migrado da base do governo para o bloco.
Na avaliação de Max, a crise está se acalmando. “Falta pouco para resolver esse mal entendido e espero que isso seja sanado o mais rápido possível. O que era um foguinho e virou um fogaréu”.
Mas o líder do governo, maior beneficiado das emendas, não vê injustiça. Para Dilmar, o recebimento de valores a mais do que seus colegas, é apenas resultado de seu trabalho. “É mais produtivo cada deputado atender as demandas dos municípios e buscar resultados do que reclamar do meu trabalho”.
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