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DEU EM A GAZETA: Humberto Bosaipo; do domínio à derrocada

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Pablo Rodrigo
Gazeta Digital
Oriundo de Barra do Garças e diante da ascensão dos políticos da região do Araguaia, Humberto Bosaipo, soube aproveitar cada oportunidade para ingressar na política mato-grossense, sendo eleito por 5 mandatos consecutivos deputado estadual e se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
Bosaipo se tornou um dos políticos mais influentes do Estado na década de 1990 e início dos anos 2000, fruto de uma boa relação com a família Campos.
Porém, a sua derrocada acontece justamente por conta do primeiro escândalo criminal e político que assolou a política mato-grossense, a Operação Arca de Noé, que deu início ao fim do domínio do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, como Al Capone de Mato Grosso, envolvendo vários deputados da Assembleia.
Após sair pela porta dos fundos da vida pública, Bosaipo ainda tentou fazer do seu filho, Antônio Bosaipo, o seu sucessor, contudo, não obteve êxito.
O Início
Natural de Goiânia-GO, Humberto Bosaipo mudou com a família para Barra do Garças. Atuando no movimento estudantil, dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), despertou gosto pela política.
A oportunidade começou a surgir quando em 1979. A região do Araguaia elege Evaristo Roberto Vieira Cruz como deputado estadual. E já em 1982, o ex-prefeito de Barra do Garças, Wilmar Peres de Farias, foi eleito vice-governador na chapa com Júlio Campos.
Bosaipo se torna assessor de imprensa do deputado Roberto Cruz, chegando a ser diretor de Imprensa da Assembleia entre 1983 e 1985.
Sob a influência de Cruz que se tornou presidente da Assembleia em 1985, Bosaipo então assume a Secretariade Imprensa de Várzea Grande, quando o prefeito era Jayme Campos.
Já nas eleições de 1990, quando Jayme disputa o governo e é eleito, Humberto Bosaipo também se sai vitorioso na disputa para deputado.
Bosaipo tem o apoio do Palácio Paiaguás para se tornar presidente da Assembleia pela primeira vez no biênio 1993/1994, tendo como vice-presidente Gilmar Fabris.
O Fim
Com o avanço das ações e temendo perder o cargo de conselheiro e ser condenado a prisão, Humberto Bosaipo, em 2014, pediu aposentadoria para receber R$ 35 mil por mês.
Porém, o MP mato-grossense entrou na Justiça e conseguiu suspender o processo de aposentadoria sob alegação de que ele queria fugir dos processos.
Sem saída, Bosaipo então decidiu renunciar ao cargo de conselheiro do TCE para por fim na ação. Contudo, o ex-conselheiro negociou sua renúncia com o ex-aliado de Assembleia, José Riva.

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