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DEU EM A GAZETA: Políticos de Mato Grosso condenam atos radicais no DF

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Pablo Rodrigo
Luis Vinicius
Senadores e deputados federais de Mato Grosso comentaram sobre os atos terroristas realizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no domingo (8), em Brasília. Congressistas ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenaram os atos criminosos, enquanto que alguns parlamentares bolsonaristas tentaram justificar e até elogiaram a ação dos baderneiros.
De acordo com o governo federal, mais de 150 pessoas foram presas. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), condenou os atos terroristas. O senador pediu rígida punição aos criminosos e os classificou como “marginais”.
“Chega de tolerância com marginais. É inaceitável o ataque contra a democracia brasileira neste momento que lutamos para recuperar a imagem do Brasil perante ao mundo. Todos os nossos esforços serão empenhados na pacificação do país”, escreveu Fávaro nas suas redes sociais.
Outro que pediu punição aos golpistas foi o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (MDB). Ele criticou os apoiadores do ex-presidente e pediu respeito à democracia.
“Os atos de caráter golpista no DF representam um sintoma de febre da democracia brasileira. Aos que não respeitam as regras não deve haver tolerância, sob pena de subjugar toda uma nação à violência de extremistas”, opinou.
Wellington Fagundes (PL), senador, disse que repudia os ataques sórdidos com a destruição do patrimônio e disse que a violência, a baderna e os desrespeitos às instituições precisam ser rigorosamente punidos. O ex-deputado federal Nelson Barbudo (PL) elogiou a atuação dos terroristas. Para ele, os golpistas foram “guerreiros” ao invadirem os órgãos do poder Executivo, Legislativo e Judiciário.
‘Tá pra nascer um povo tão guerreiro e obstinado igual ao brasileiro. Só mantenham a ordem, sem violência’, escreveu o parlamentar. Vice-líder do governo Bolsonaro, José Medeiros (PL), por sua vez, evitou fazer críticas aos criminosos. Também pela rede social, o parlamentar preferiu focar dar sua opinião negativa aos órgãos de comunicação.
“Órgão de imprensa vagabundo chamando povo cansado de sacanagem das instituições e da imprensa de terroristas”, publicou o policial rodoviário federal. Por outro lado, o deputado federal eleito Abílio Júnior (PL), que sempre apoiou o governo de Bolsonaro, disse não concordar com as ações dos vândalos em Brasília.
“Compreendo a euforia e a revolta, mas não posso de modo algum concordar e defender com ações que prejudicam a própria direita. As manifestações que são legítimas e previstas na Constituição, não são respaldadas por atos de invasão em prédios públicos e destruição patrimonial”, relatou.
O senador Jayme Campos (União) também condenou os atos. Campos classificou com absurdo os ataques e disse que os atos não representam os anseios do povo brasileiro. ‘Tem que ser considerado não só como vandalismo, mas até mesmo como terroristas, pelo que eu estou vendo aí. E a lei tem que ser prevalecer’, disse Jayme.

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