domingo, 23 agosto, 2026
23.4 C
Alta Floresta

FALTA CHOVER MUITO AINDA: Mesmo com chuva forte e temporal, AF registra pior estiagem de setembro

Compartilhe:

Por Arão Leite
Alta Floresta – O município de Alta Floresta, depois de mais de 150 dias de chuva registrou muita água caindo na noite de quarta-feira. O fenômeno da natureza chegou carregado de muito vento e até mesmo granizo. O calor diminuiu, melhorou a humidade do ar, a fumaça que ‘cobria o céu’ quase sumiu e os pequenos rios que estavam praticamente secos e peixes morrendo por falta de oxigenação, começaram a ‘respirar’. Mas o problema da estiagem do mês de setembro de 2024 ainda continua.
Professor e doutor da Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus de Alta Floresta, Edgley Pereira, responsável pela estação pluviométrica da instituição, comentou que o índice de chuva que caiu na quarta-feira ainda foi muito pouco. Isso porque segundo ele, a média do mês nove ao longo de 40 ou 45 anos pelo menos, é de chover ao menos 170 milímetros e quando foi registrado o temporal não passou dos 15 mm no local onde a chuva foi mais forte,
Na região central teria chovido entre 10 e 12 milímetros, na área considerada entrada do município ou saída sentido Paranaíta o índice ainda menor. Que somente no grande Cidade Alta a chuva foi intensa, chegando em torno de 15 milímetros. “Mas para 170 ainda falta muito. E a população precisa saber que por ter vindo a primeira chuva, as outras ainda infelizmente não vem em seguida, podem ser em intervalos de dias. E a previsão para esse mês de setembro, considerando que faltam somente alguns dias para terminar, não é de muita chuva não”, informou o professor.
A tempestade na quarta-feira, dia 18 de setembro, arrancou dezenas de árvores no centro da cidade e em muitos bairros, destelhando casas, empresas, entortando estruturas metálicas de estabelecimentos públicos e privados, além de provocar o desabastecimento de energia em boa parte da cidade.
Redes de alta e baixa tensão foram atingidas. Muitas árvores caíram sobre os fios, o vendaval derrubou postes e transformadores foram atingidos. “Estamos sem energia há quase 36 horas”, dizia ainda nesta sexta-feira pela manhã, as moradoras Oneide e Maria Lopes, da Comunidade Paraíso.
No núcleo de chácaras residem cerca de 40 famílias e todas viviam o desespero da falta de energia e também água que não chegava mais. Mas ao final da manhã o reabastecimento começou a normalizar.
A administração do município de Alta Floresta precisou parar quase todos os serviços de ruas pela Secretaria de Obras e Cidades para realizar uma força tarefa com centenas de servidores, caminhões e máquinas, motosserras entre outros equipamentos, visando desobstruir ruas, limpeza e outros transtornos causados pelo temporal que ainda deixou o Ginásio de Esportes quase todo descoberto, posto de saúde no setor B sem estrutura externa, Praça da Cultura com parte do forro externo levado pelo vento, quase todas as árvores caída e até réplicas de Dinossauros onde é realizada exposição, atingidos pela tempestade. Mas não foram apenas locais públicos os grandes atingidos. Muitos barracões ou armazéns da inciativa privada sem parte do telhado ou estrutura metálica caída. “Infelizmente, quando se tem uma estiagem assim, é o risco das primeiras chuvas virem assim, sempre carregadas”, informou professor Edgley, deixando bem claro que a população precisa tomar cuidado, devido possibilidade de mais temporais com ventania forte, raios, trovões e gelo.

Alta Floresta
céu limpo
23.4 ° C
23.4 °
23.4 °
43 %
1.1kmh
0 %
dom
37 °
seg
40 °
ter
38 °
qua
43 °
qui
31 °

Últimas notícias

Artigos relacionados