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“FUROU” ACORDO Júlio: União barrou ex-secretário de retornar se perder eleição

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LISLAINE DOS ANJOS
Midianews
O ex-secretário de Estado Alberto Machado, o Beto Dois a Um, não terá mais espaço dentro do Governo Mauro Mendes caso não seja eleito deputado estadual pelo PSB, partido que escolheu para estrear nas urnas neste ano.
A proibição teria sido acertada pelos membros do União Brasil após Beto romper o acordo interno entre os correligionários e decidir deixar a legenda no último dia da janela partidária.
“Se ele se eleger deputado, será um grande deputado. Ficou acordado que se ele não se eleger, não volta mais para o Governo na próxima administração”, afirmou o ex-senador Júlio Campos.
“O partido não vai mais aceitá-lo como secretário de Estado, porque no momento mais importante, ele largou a sigla para ir para outra legenda. Se isso ocorrer, ele não volta”, acrescentou.
Questionado se Beto havia concordado com tal possibilidade, Júlio foi taxativo.
“Ele não tem com o que concordar, isso é decisão partidária. Já que ele não faz mais parte, deixou a presidência do partido [em Cuiabá] e optou por outro partido. Da decisão do União Brasil ele não vai participar”, afirmou.
Segundo Júlio, que este ano também será candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa, Beto é o único que “furou” o acordo, mas a decisão não pegou os colegas de surpresa em razão da postura do ex-secretário durante o último dia na gestão.
“Ele estava renitente desde o último dia na pasta. Nós o chamamos para conversar e ele se mostrou muito renitente, e até ameaçou não ser candidato a nada se forçassem a barra”, disse.
Pedido para ficar
O governador Mauro Mendes chegou a pedir a Beto, assim como ao ex-secretário Gilberto Figueiredo, para que não deixassem o partido.
Segundo Júlio, o partido respeitou a decisão de Beto e não iria tolher o sonho dele de ser candidato, mas não acredita que ele deixou o partido com o aval de Mendes.
“O governador não gostaria de esvaziar o seu próprio partido. Eu acredito que não [deu aval]. Mas cada um tem o seu desejo. É justo. Se ele entende que no PSB ou outro partido ele tem mais chance, não podemos tolher esse direito. Democracia é isso”, afirmou.
“Mas ficou acordado, o deputado [Eduardo] Botelho me comunicou, que neste caso, se ele não for eleito deputado, não poderá voltar à equipe do governo. Agora, Gilberto Figueiredo, se não se eleger, é candidato natural a retornar a qualquer secretaria de Estado”, completou.

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