Lislaine dos anjos
Midianews
Uma das principais lideranças do DEM em Mato Grosso, o ex-senador Júlio Campos afirmou que o partido deve se reunir dentro dos próximos dias para dar início à definição da diretoria e a reestruturação para as eleições de 2022.
Apesar de ter futuro incerto no partido desde o anúncio de fusão do DEM com o PSL para criação do União Brasil, Júlio demonstrou estar preocupado com a performance nas próximas eleições. Segundo ele, a sigla está desconectada da realidade.
“Tem que se preparar [para as eleições]. Por enquanto está com uma ‘chapinha’, só tem cinco ou seis candidatos [nas proporcionais]”, criticou.
“Então, tem que trabalhar até 31 de março para filiar possíveis candidatos ou convidar os atuais membros dos atuais partidos que queiram ser candidatos no ano que vem”, completou.
O ex-senador não esconde a sua insatisfação com a forma como o novo partido foi criado e por não ter sido consultado. Em entrevista recente à TV Mais, ele lamentou a inércia do partido dentro do tabuleiro político e fez comparações com outras siglas competitivas no Estado, como MDB, PSD e PP.
“Não vi movimentação da direção do DEM em relação a agregar novos valores, novas lideranças. Estamos bastante desconectados com a realidade política. Enquanto o MDB já fez um trabalho muito bom, montando uma chapa fortíssima para as proporcionais”, comentou.
“O PSD do [senador Carlos] Fávaro tem agido muito, reunido e conseguido novos parceiros. O próprio PP de [Blairo] Maggi está crescendo. Mas o DEM está estagnado desde o ano passado”, reclamou.
Conforme Júlio, a última reunião de lideranças do partido ocorreu em dezembro do ano passado, com os prefeitos eleitos.
Montagem das chapas
De acordo com o político, até o momento o partido tem “uma chapa muito fraca, muito incipiente”, com apenas três candidatos declarados para a Câmara Federal: o presidente Fábio Garcia, o ex-deputado Wagner Ramos e o advogado Aécio Neves, que hoje atua como chefe do Escritório de Representação do Estado de Mato Grosso (Ermat), em Brasília.
“Podíamos convidar a [médica] Natasha Slhessarenko, temos a ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli, o ex-prefeito de Barra do Garças Beto Farias, e o Thiago Muniz, de Rondonópolis”, listou.
“Mas o convite tem que partir de quem tem o poder na mão, que são o presidente do partido e o governador Mauro Mendes”, completou.
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