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INTERINO NO CONGRESSO: Fávaro refuta culpa por cassação e diz ser senador legítimo

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Andhressa Barboza
RD News
O candidato ao Senado Carlos Fávaro (PSD) nega que seja responsável pelo afastamento de Selma de Arruda (Podemos) e avalia ter legitimidade para ocupar a vaga, pois teve desempenho nas urnas melhor que os adversários como Nilson Leitão (PSDB) em 2018. “Os adversários podem falar o que quiser, mas eu tive voto e mais do que os adversários que estão aí concorrendo”, disse ao RD News.
Ele foi o terceiro colocado nas eleições de 2018, quando também foi eleito Jayme Campos (DEM) e assumiu em abril a vaga da senadora que foi cassada por caixa 2 e abuso de poder econômico.
“Participei de uma eleição onde tive 434 mil votos, tive 100 mil votos a mais que o candidato Adilton Sachetti que foi deputado federal e ex-prefeito de Rondonópolis. Tive 110 mil votos a mais que Leitão, que foi duas vezes prefeito de Sinop e duas vezes deputado federal. Tive apenas 49 mil votos a menos que Jayme Campos que foi eleito senador”.
Ao assumir como senador tampão em abril, Fávaro foi acusado por Selma de utilizar “subterfúgios ilícitos contando com o apoio de poderosos como Eraí Maggi”, primo de Blairo Maggi. O deputado federal José Medeiros (Podemos) também aproveitou para criticar o adversário, já que também concorre ao Senado, e disse, à época, que haveria “pressão desmedida”.
“Não fui o autor da ação, foi um outro candidato ao Senado. A ação foi tocada pelo Ministério Público Federal e eu só acompanhei porque é meu direito”.
O social democrata não vê favorecimento pela amizade com o governador Mauro Mendes (DEM) que ainda em março levou à Justiça um pedido para que Fávaro assumisse a vaga de Selma antes da eleição suplementar que estava marcada para abril. “Mauro se fez entender que é importante a participação de MT ser paritária. O Senado é a única casa onde todos os estados tem o mesmo número de representantes. A ação do governador mostrou e o presidente do Supremo entendeu que o estado tem o direito de ter os três representantes”.
A eleição suplementar para a vaga de Selma, determinada pelo TSE, estava marcada para 26 de abril, mas foi adiada devido à pandemia da Covid-19.
Cassação
Após confirmação em dezembro, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da cassação de Selma por abuso do poder econômico e caixa 2 na eleição de 2018, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu liminar para que o ex-vice-governador assumisse a vaga.

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