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Jayme cita desrespeito com Júlio e apoio de deputados para irmão ser suplente

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Andhressa Barboza
RD News
O senador Jayme Campos, com máscara no queixo, conversa com a imprensa, logo após entrega do Residencial Santa Bárbara, em Várzea Grande
Aresistência do grupo do governador Mauro Mendes no DEM ao projeto de formar chapa com o pré-candidato ao Senado Nilson Leitão (PSDB) é visto pelo senador Jayme Campos como um “desrespeito” à história de seu irmão, Júlio Campos, convidado a ser primeiro suplente do tucano.
O impasse na sigla democrata continua há dois dias do início do prazo para as convenções partidárias. Em reunião ontem (28), os Campos não conseguiram convencer Mauro e seu grupo. Por sua vez, o governador também não conseguiu convencer os correligionários de liberá-lo para apoiar Carlos Fávaro (PDT). A definição deve ficar para 16 de setembro, último dia para a definição das candidaturas.
“A decisão tem que ser democrática, da minha parte é um assunto que já está estressante e se não tiver composição só resta uma solução, que é ir para a convenção. Aí vence aquele que obtiver mais votos, seja para coligar, seja para liberar o partido”, disse em coletiva na inauguração do Residencial Santa Bárbara, em Várzea Grande, nesta sexta (28).
Jayme garante que a proposta dos Campos vai prevalecer dentro do partido, já que conta, de antemão, com o apoio do presidente da Assembleia Eduardo Botelho, e o líder de Mauro no Legislativo, Dilmar Dal Bosco. “Vamos levar para a convenção e sei que eles acham o direito de Júlio líquido e certo”.
A decisão de Júlio ir para a chapa do PSDB, segundo o senador, foi um gesto de humildade, pois ele vinha liderando as pesquisas quando foi lançada a candidatura, em março, antes da suspensão do pleito marcado para abril. “Júlio tinha 25% dos votos contra o 2º colocado (Carlos Fávaro) que tinha 10%. Agora, quem chamou para apoiar foi o Leitão e ele aceitou”.
Racha no DEM
Apesar de negar que a briga tenha abalado a relação com o governador, Jayme admite que a questão ainda é sensível. “A tese do Mauro e do Fabio Garcia é que seria o ideal liberar o partido, mas eu, Dilmar, Júlio e Botelho defendemos a tese de que é direito do Júlio disputar na chapa do Leitão”.
Questionado se teria um grupo do Mauro e outro do Jayme dentro da sigla, o senador fala que existem diferenças, mas não dissidências. “Mas é claro que ninguém é infanto-juvenil aqui, tem uns mais simpáticos ao Jayme, outros ao Mauro. Não pode deixar de reconhecer que nós todos somos um e tem menos de dois anos que fizemos campanha juntos, de boa. Não é uma insatisfação entre Jayme e Mauro, o que há são pretensões diferentes”.
Durante o ato de entrega do residêncial, Jayme fez questão de elogiar a Gestão Mauro, afirmando que o democrata “fez milagre”, pois pegou Mato Grosso “quebrado”.

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