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Mato Grosso é referência em manejo sustentável e rastreabilidade da madeira nativa

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Assessoria Cipem
O Dia Internacional das Florestas, celebrado em 21 de março, reforça a importância da conservação das matas em nível global. A data tem o propósito de conscientizar a sociedade sobre o papel fundamental das florestas para a biodiversidade, o equilíbrio climático e a qualidade de vida no planeta. Entre as estratégias mais eficazes para garantir essa preservação está o manejo florestal sustentável, prática essencial para manter a floresta em pé, assegurando o uso responsável dos recursos naturais e contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.
Mato Grosso é um exemplo notório na aplicação dessas práticas. Atualmente, o estado conta com mais de 5 milhões de hectares de florestas manejadas, localizadas em áreas privadas de reserva legal. O manejo florestal sustentável não apenas garante a produção de madeira de forma controlada, mas também impede o desmatamento ilegal e incentiva a regeneração natural das espécies.
Para assegurar a legalidade e sustentabilidade na exploração dos recursos florestais, Mato Grosso implementou o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora 2.0). Este sistema permite a rastreabilidade completa da madeira nativa, desde a colheita até a destinação final, garantindo que o produto chegue ao consumidor com a certeza de origem legal e manejo responsável. A cadeia de custódia assegura que todos os produtos florestais comercializados sejam monitorados por meio de processos de rastreabilidade, oferecendo segurança aos mercados nacional e internacional e contribuindo para a preservação da floresta em pé.
“O setor florestal de Mato Grosso atua com um rigoroso controle ambiental e planejamento técnico para garantir a exploração responsável da madeira, sempre respeitando a capacidade de regeneração da floresta. O inventário florestal, por exemplo, é um processo fundamental, pois mapeia 100% das árvores de uma área antes do manejo, identificando quais podem ser colhidas e quais devem ser preservadas para garantir a perpetuação do ecossistema”, explica Ednei Blasius, presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem).
Esse inventário detalhado classifica as árvores em diferentes categorias: as destinadas ao corte, as remanescentes, as porta-sementes, essenciais para a regeneração natural, e as protegidas, cuja retirada é proibida. Todo esse processo assegura a extração sustentável e responsável da madeira, promovendo benefícios ambientais, econômicos e sociais para o estado e para o país.

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