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MIGRANDO PARA A ESQUERDA: Natasha se diz surpresa com movimentação de Neri e questiona ideologia

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Khayo Ribeiro
Gazetadigital.com.br
Pré-candidata ao Senado, a médica Natasha Slhessarenko afirmou ver com surpresa a movimentação do também pré-candidato Neri Geller (PP), que mesmo sendo do partido que é base do presidente Jair Bolsonaro (PL), tem buscado apoio da esquerda.
Conforme noticiado pela reportagem, Neri tem travado uma queda de braço com o senador Welligton Fagundes (PL) pelo apoio do governador Mauro Mendes (União Brasil) em sua pré-candidatura.
Contudo, sem o apoio do presidente Bolsonaro – que já acenou a favor de Fagundes – e do governador, Neri tem mantido diálogo com a federação do PT, PV e PCdoB para ganhar musculatura eleitoral no campo da esquerda.
Questionada sobre a movimentação de Neri, a pré-candidata disse que a postura do parlamentar surpreende, sobretudo pelo fato de fazer parte da base do presidente. Além disso, à reportagem, Natasha questionou o lugar da ideologia adotada pelo rival.
“Acho que é uma tentativa de articular e achar ali um caminho. Agora, o PP é da base do Bolsonaro e o Neri já foi ministro da Dilma. Então, quando a gente fala em ideologia fica tudo muito confuso. O próprio Wellington Fagundes foi líder da Dilma e agora ele é Bolsonaro. Então, onde é que está a ideologia das pessoas?”, afirmou.
Após questionar o lugar da ideologia, a pré-candidata afirmou que é difícil manter uma definição em uma país com dezenas de legendas partidárias. “Existe uma dificuldade muito grande, porque em um país que tem mais de 30 siglas como definir o que é ideologia?”, acrescentou.
Ao site Gazeta Digital, Natasha também respondeu ao apontamento feito pela deputada federal Rosa Neide (PT), que condicionou qualquer possibilidade de apoio à candidatura da médica ao Senado com um consequente apoio ao ex-presidente Lula (PT).
“Não vejo dificuldade nisso, isso faz parte de toda uma composição, de conversas, de articulações partidárias. E o nosso presidente do partido já está em conversas para isso”, apontou.
A médica finalizou explicando que, caso eleita, pretende realizar um mandato voltado ao social, mas também atento às pautas econômicas. Para tanto, Natasha destacou problemas na área da Saúde e geração de emprego, questionando a falta de distribuição de renda em Mato Grosso.
“Nosso estado é um estado rico, são dois dígitos de PIB que teve em 2020 por conta do agronegócio. Isso é maravilhoso, mas essa riqueza produzida pelo agronegócio não está sendo distribuída. Nós temos 1,1 milhão de mato-grossenses que receberam o auxílio emergencial”, afirmou.

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